Pub

Em comunicado, a comissão afirma que a data de conclusão das obras na EN125 é uma “incógnita” e que aquela estrada “jamais constituirá uma alternativa credível” à Via do Infante, que não preenche os requisitos de uma autoestrada.

A AMAL rejeitou segunda feira por unanimidade a introdução de portagens na Via Infante (A22) e vai solicitar uma reunião ao primeiro ministro para pedir o adiamento da medida até àquela estrada nacional estar requalificada.

Também o movimento Cidadãos com Faro no Coração apelou hoje à AMAL para liderar a batalha contra as portagens na Via do Infante, que consideram não dever ser introduzidas mesmo depois da requalificação da EN125.

Em comunicado, o movimento autárquico independente liderado por José Vitorino, antigo presidente da Câmara de Faro, diz que a posição da AMAL em aceitar as portagens é “incompreensível”.

“Os seus porta-vozes [da AMAL] tentam confundir a população com uma conversa baralhada e enrolada procurando fazer crer que são contra”, dizem, sublinhando que a AMAL “aceita” as portagens.

A AMAL, que reúne os 16 municípios do Algarve, demarcou-se do protesto convocado para sexta feira pela recém-criada comissão de utentes, cujo mentor é do Bloco de Esquerda, por considerar que emana de uma área política circunscrita.

Para a comissão, declarações como estas visam “desmobilizar os algarvios” para o “mais que justo protesto” contra a introdução de portagens na Via do Infante, agendado a nível nacional e que no Algarve decorre entre as 17:00 e as 19:00.

Os utentes consideram que, caso sejam introduzidas portagens na Via do Infante, a EN125 voltará a ser a “estrada da morte”, uma vez que mesmo depois de requalificada não constitui uma alternativa válida.

O local de concentração dos automobilistas que quiserem participar no buzinão e marcha lenta na EN125 na sexta feira é em Boliqueime.

Lusa

Pub