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O debate irá acontecer no próximo sábado, pelas 16 horas, na sede do Moto Clube do Guadiana, na Aldeia Nova, Vila Real de Santo António. O objetivo deste encontro passa por debater as portagens na Via do Infante e as suas consequências no Algarve, tendo ainda em vista a aprovação de novas iniciativas e ações a favor da sua suspensão, nomeadamente uma marcha lenta luso-espanhola sobre a Ponte Internacional do Guadiana.

A comissão faz um balanço “negro” dos quatro meses de “imposição” de portagens na Via do Infante, com “quebras de tráfego superiores a 60 por cento”, e afirma que o número de acidentes, mortos e feridos graves na EN 125 mais do que duplicou.

Por outro lado, refere que o mercado turístico espanhol na região “decresceu assustadoramente” no período da Páscoa, registando uma descida de mais de 30 por cento, o que representa “uma estocada mortal” para um dos principais mercados de turismo no Algarve.

Segundo a comissão de utentes, a região está a assistir a um retrocesso de 20 anos ao nível da mobilidade na região e sublinha que o que sucedeu nos últimos dias devia constituir “uma vergonha para os nossos governantes”.

Com esta ação que irá ser levada a cabo pela Comissão de Utentes da Via do Infante, são cada vez mais as vozes que se levantam contra as portagens na antiga SCUT e que pedem a sua revisão ou extinção, principalmente após as dificuldades verificadas no fim de semana da Páscoa quando centenas de espanhóis que tentavam entrar em Portugal se viram condicionados com as portagens e a sua forma de pagamento.

Liliana Lourencinho com Lusa

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