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Num comunicado divulgado hoje, a Comissão de Utentes da Via do Infante informa que decidiu realizar no final de abril a marcha lenta após uma reunião em Armação de Pêra, concelho de Silves, mas refere que a data certa do protesto “será anunciada oportunamente”.

A Comissão de Utentes da autoestrada que liga Vila Real de Santo António a Lagos reafirma que o Algarve “vive um dos períodos mais negros da sua história” e é a região “onde o desemprego é mais elevado, com uma taxa em sentido restrito de 19,7% e em sentido lato com cerca de 28%, o que atinge a cifra colossal de 70 mil pessoas desempregadas”.

Aos números do desemprego, a Comissão juntou outras “consequências negativas” da introdução de portagens, como “o encerramento de centenas de empresas” e “a economia paralisada”, assim como “as filas de trânsito intermináveis na EN 125”, a única alternativa às antigas autoestradas sem custos para o utilizador (Scut) onde “desde o início do ano já se verificaram 13 mortes”.

A Comissão de Utentes referiu-se ainda aos dados da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, relativos ao último trimestre de 2012, que apontam para uma redução do tráfego na Via do Infante “em cerca de menos 50% relativamente a igual período do ano de 2011”, número que “se acentuou” com o fim das isenções para residentes, em setembro passado.

Outra das críticas feitas ao Governo passa pelo abandono da construção da variante de Olhão e suspensão das obras de requalificação da EN 125, que voltou a ser “de novo considerada uma ‘estrada da morte’”, acrescentou.

Lusa

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