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Em declarações à agência Lusa, José Domingos um dos representantes da comissão de utentes da Via do Infante (A22) disse estar convencido de que "não vai haver portagens", justificando a sua convicção com o apoio “incondicional dos espanhóis”.

“Temos os espanhóis em força neste protesto. Vamos ter 20/30 alcaides no Algarve para uma reunião e na próxima semana daremos uma conferência de imprensa conjunta que contará também com o apoio da Associação de Empresários da Andaluzia”, adiantou.

José Domingos explicou que vão manter a marcha lenta marcada contra as portagens convocada para 08 de outubro e que irá estender-se por um percurso de 120 quilómetros e envolver a Estrada Nacional 125 e a A22.

Sob o lema “A luta continua sempre”, a ação realiza-se exatamente um ano após a primeira marcha lenta contra a introdução de portagens naquela via, altura desde a qual já se realizaram mais cinco manifestações.

“Antes do protesto de dia 08 ainda vamos distribuir panfletos às pessoas e no fim-de-semana vamos realizar um protesto simbólico a que demos o nome de ‘suicídio coletivo’”, disse explicando que várias pessoas vão “simular 20 ou 30 enforcamentos em rotundas”.

“A nossa mensagem é sempre a mesma. Vamos lutar para que não haja portagens na Via do Infante. A nossa luta vai continuar até que o Governo se convença de que não queremos portagens no Algarve”, frisou.

O Jornal de Negócios noticia hoje que o Governo está a tentar que a introdução de portagens nas quatro SCUT (autoestradas sem custos para o utilizadores) que ainda não são pagas possam começar a sê-lo a 15 de outubro, o mesmo dia em que no ano passado as três concessões do Norte iniciaram a cobrança.

Lusa
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