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Numa assembleia realizada no sábado, em Loulé, que contou com dezenas de participantes, nomeadamente José Vitorino, ex-presidente da câmara de Faro e do Movimento autárquico Com Faro no Coração, José Amaro, presidente do Moto-clube de Faro, e o ex-autarca de Portimão João Caetano, a comissão considerou "que, a serem implementadas, as portagens representarão uma forte machadada numa economia regional a atravessar uma grave crise".

A comissão sublinha que a economia do Algarve está "quase numa situação de colapso, baseando-se quase exclusivamente na actividade turística" e defendeu que "as portagens irão ditar o fim de muitas empresas e agravar a situação social e económica, atirando muito mais gente para o desemprego".

"Por outro lado, a EN 125, mesmo depois de requalificada – o que vai demorar muito -, não apresenta qualquer alternativa credível e irá transformar-se de novo na ‘estrada da morte’, com congestionamentos e acidentes frequentes, representando mais desgraça para as famílias e empresas e grandes encargos para o Estado", defendeu.

Por isso, a Comissão de Utentes decidiu "confrontar os principais responsáveis políticos regionais se são efetivamente a favor ou contra a introdução de portagens no Algarve" e "solicitar à Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), um dos principais órgãos políticos da região, que discuta a temática das portagens na Via do Infante".

O "lançamento de uma campanha de sensibilização no Algarve sob o lema – “Portagens Não!" e o início de "recolha de assinaturas (petição) contra as portagens na Via do Infante", que já conta com 9 mil online e mais de 3 mil em papel, para serem entregues na Assembleia da República foram outras das medidas tomadas na Assembleia e anunciada hoje pela Comissão.

Foi ainda decidido "organizar uma nova marcha de protesto com um forte impacto – a Marcha da Indignação – no próximo dia 26 de novembro, canalizando os automobilistas para Faro", cujos moldes "ainda estão a ser finalizados", como disse hoje à Lusa o coordenador da Comissão, João Vasconcelos.

"Vamos por isso dar uma conferência de imprensa sobre essa marcha, para informar e esclarecer sobre os pormenores da ação, que se realizará na sexta feira, pelas 11.00 horas, em Faro", precisou.

Questionado se o movimento não fica a perder com a ausência de responsáveis políticos do PS e PSD na região, João Vasconcelos disse "que a comissão conta com pessoas de vários partidos, incluindo esses dois", mas frisou que "o problema é que esses partidos são responsáveis pela introdução de portagens" devido ao acordo estabelecido para o Plano de Estabilidade e Crescimento.

"Daí irmos pedir a clarificação da sua posição a todos os responsáveis políticos da região", afirmou.

Lusa

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