Pub

Numa ação surpresa, os seis homens tencionavam entregar à Governadora Civil de Faro uma caixa negra ilustrada com um símbolo alusivo à morte e onde se podia ler “contém chip”, mas acabaram por ser recebidos pelo chefe de gabinete.

“Esta oferta de Natal é tóxica, explosiva e liberta substâncias nocivas para a economia regional”, ironizou António Almeida, membro da comissão, que diz esperar que o conteúdo da caixa fique “congelado durante décadas”.

Dentro da caixa estava um chip dourado, uma t-shirt para a Governadora Civil com a inscrição “Portajar a Via do Infante é dar mobilidade ao acidente” e um conjunto de trabalhos que envolveram técnicas como a colagem e a pintura.

“Estavam também fragmentos da bandeira do partido político no poder onde se lê ‘mentiu’, uma planta aérea de Loulé com a indicação de a EN125 é uma rua e desenhos de cruzes com a inscrição do número 125”, disse António Almeida.

O facto de apresentarem uma indumentária de proteção tem a ver com o “alerta para o risco potencial da introdução de portagens na Via do Infante”, já que portajar aquela via é “adiar o desenvolvimento da região”.

Quanto ao hipotético “chip” que o grupo entregou no Governo Civil, António Almeida diz esperar que essa hipótese esteja “só na cabeça do engenheiro Sócrates e de Pedro Passos Coelho” já que não passa de uma hipótese “tonta”.

“Temos direito à mobilidade com segurança para poder governar as nossas vidas e construir o progresso”, resume, lembrando que a construção da Via do Infante permitiu o decréscimo dos acidentes mortais na EN 125.

“Portajar a Via do Infante prejudica todo o comércio e afasta muitos turistas da região, especialmente os espanhóis”, sublinha.

Lusa

Pub