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O presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana (CEMH), que destacou que “o turismo é cada vez mais uma realidade incontornável” e “uma oportunidade de evangelização”, acredita que esta iniciativa marcará uma nova atenção da Igreja a esta dimensão da Pastoral da Mobilidade Humana. “Se queremos evangelizar as pessoas e marcar com a presença do Evangelho temos de ir ao seu encontro nos lugares onde elas estão. Se um quinto da população mundial (o equivalente a mais de um bilião de pessoas) programa hoje viagens de turismo, temos de acompanhar também esta gente nessa descoberta do mundo e abrir-lhes perspectivas para o transcendente”, considera D. António Vitalino.

Embora constate que “há alguns elementos da Igreja já metidos nesta dimensão do turismo, seja na organização de peregrinações, de turismo termal ou outras iniciativas”, D. António Vitalino reconhece que a programação da Igreja nesta área “não estava ainda muito desenvolvida”.

Durante a manhã, falando sobre as possibilidades e dificuldades de implantação da Pastoral do Turismo nas dioceses, o presidente da CEMH defendeu a criação de “estruturas locais em rede com a sociedade civil” e reconheceu que uma das maiores dificuldades é a “falta de pessoas”, muito embora saliente que “há voluntariado que começa a surgir”.

Samuel Mendonça

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