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A presidente da Câmara de Portimão disse respeitar o chumbo da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) ao projeto de videovigilância para a cidade, mas defendeu que em 2020 não se pode investir em tecnologias ultrapassadas.

“Acredito e tenho confiança de que a PSP tenha feito uma escolha consciente e que a proposta apresentada é a melhor solução e aguardarei o que for decidido pelo Ministério da Administração Interna, entidade que está a analisar o processo”, disse à agência Lusa a presidente da autarquia, Isilda Gomes (PS).

Segundo uma notícia de hoje da TSF, a CNPD emitiu um parecer negativo às propostas de instalação de um sistema de videovigilância com inteligência artificial nos municípios de Portimão, no distrito de Faro, e de Leiria.

De acordo com a autarca, o parecer da CNPD merece todo o respeito, contudo, considerou que é necessário “ver esta situação à luz dos novos tempos, porque não se pode estar, em 2020, a investir em tecnologia de 2000 ou 2010”.

Isilda Gomes assegurou que a Câmara mantém a disponibilidade para suportar o custo do sistema, “caso exista uma nova tecnologia que tenha mais funcionalidades, mas que, simultaneamente, respeite a privacidade dos cidadãos”.

“Acredito que a escolha da PSP deve ter sido feita criteriosamente e com base em tecnologias avançadas e que facilitem o combate ao crime. Se Portimão é uma cidade segura, estamos a trabalhar para que assim continue”, destacou.

Segundo Isilda Gomes, o custo estimado para a instalação do sistema de videovigilância “é de cerca de 400 mil euros”, prevendo-se que abranja a zona do comércio tradicional no centro da cidade de Portimão e a zona turística da Praia da Rocha.

O sistema de videovigilância com inteligência artificial permite procurar pessoas de acordo com as suas características físicas, sexo, cores das roupas ou do cabelo.

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