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A operação de companhias aéreas ‘low cost’ na região do Algarve “revolucionou” o setor do turismo, com o aumento do número de visitantes e de dormidas, beneficiando a economia, afirmou na sexta-feira um responsável do Turismo do Algarve.

Daniel Queirós, que falava durante um debate no certame aeronáutico ‘Portugal Air Summit’, no Aeródromo de Ponte de Sor, no distrito de Portalegre, sobre “o papel das companhias aéreas no formato do turismo e desenvolvimento regional”, recordou que as companhias ‘low-cost’ no Algarve “começaram no século passado”, nomeadamente em 1999.

“Em 1997, o aeroporto de Faro recebia quase três milhões de passageiros em voo ‘charter’ e tinha 892 mil em voo regular e zero ‘low-cost’. Em 1999, primeiro ano das ‘low-cost’, chegámos quase aos 40 mil, no segundo ano houve logo um aumento de 70%, passou quase para 550 mil passageiros”, disse.

Hoje em dia, segundo Daniel Queirós, a realidade é “completamente diferente”, sendo o ‘top ten’ de companhias aéreas no aeroporto de Faro composto por oito ‘low cost’.

“Temos um aeroporto e um destino, Algarve, mais ‘low-cost’ do que ‘charter’, as chegadas ao aeroporto de Faro representam mais de 70% em voos ‘low-cost’. É um fenómeno que vem acontecendo, ao longo destes anos tem vindo sempre em crescendo”, afirmou.

“Esta situação só vem beneficiar a região. Ajuda a quebrar a sazonalidade, porque o Algarve vivia muito da época de verão, era muito abril/outubro. E, agora, com os ‘low-cost’, no inverno de 2016 para 2017 tivemos um aumento de mais seis rotas comparativamente com 2015”, revelou.

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