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A comunidade algarvia da congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (dehonianos) celebrou ontem 25 anos de presença e serviço na diocese.

Para assinalar a data foi celebrada uma eucaristia na igreja matriz de Vila Real de Santo António, presida pelo bispo do Algarve que também pertence à mesma congregação e que há 25 anos era o seu superior provincial. D. Manuel Quintas foi, por isso, quem articulou em 1995 com o então bispo do Algarve, D. Manuel Madureira Dias, o processo da abertura da comunidade dehoniana na diocese.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Esse facto foi ontem lembrado pelo bispo do Algarve que viria a ser sucessor de D. Manuel Madureira Dias. D. Manuel Quintas destacou que o acompanhamento à comunidade dehoniana algarvia prosseguiu a partir do ano 2000, já como bispo auxiliar do Algarve, e posteriormente, desde 2004, como bispo residencial da diocese.

Foi então no ano de 1995 que a primeira comunidade dehoniana – constituída pelos padres José Rota e Carlos Manuel da Silva, ambos já falecidos, e pelo irmão Luís Silva, presente na celebração de ontem – veio trabalhar para o Algarve. Na altura começaram por assumir o serviço das paróquias de Azinhal, Castro Marim, Monte Gordo, Odeleite e Vila Real de Santo António. Ao longo destes anos foram 15 os sacerdotes dehonianos que por ali passaram, sendo falecidos mais um para além dos já referidos. Hoje são quatro e têm associadas também as comunidades de Altura e Cacela.

D. Manuel Quintas disse ser preciso ter uma “atitude de gratidão, de acolhimento, de ação de graças por todos os dons” concedidos por Deus ao longo destes 25 anos, mas também “uma atitude de quem perdoa e de quem pede perdão”.

O bispo do Algarve acrescentou que “as graças de Deus, distribuídas por aqueles que passaram por aqui ao longo destes 25 anos e que serviram estas paróquias de diferentes maneiras”, encontraram “não apenas ouvidos atentos, mas corações abertos, disponíveis, para acolher e para deixar que essa graça frutificasse”.

D. Manuel Quintas pediu aos seus confrades de congregação que continuem a servir “como dehonianos” aquelas paróquias do extremo sotavento algarvio. O bispo diocesano pediu-lhes que, no seu serviço à diocese, “acentuassem aquilo que os distingue e caracteriza na Igreja”, o seu “carisma” e “identidade específica”, “aquilo que levou o padre Dehon a fundar este instituto e a Igreja a aprová-lo”. D. Manuel Quintas desejou que aquelas paróquias tenham “essa marca porque é uma riqueza para toda a diocese”.

Lembrando a celebração, em breve, dos 75 anos de presença da congregação em Portugal, o bispo do Algarve desejou ainda que o ministério dos Sacerdotes do Coração de Jesus no Algarve ajude a “gerar homens novos”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O padre José Agostinho Sousa, superior provincial da congregação, manifestou o “sentimento de gratidão” pelo quarto de século com uma “história” “rica de graça, de dom, de bênção de Deus”. “Agradeço o acolhimento que tem feito a diocese a esta presença dehoniana, o acolhimento das vossas comunidades paroquiais. Temo-nos sentido em casa, verdadeiramente acolhidos”, afirmou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Celebramos 25 anos, mas queremos ficar cá mais alguns se assim nos quiserem. Esperamos ser essa presença profética, empreendedora, útil a esta diocese e à Igreja. Contai connosco, com a nossa disponibilidade. Contamos também convosco, com o vosso acolhimento e oração. Juntos podemos ajudar a construir esta Igreja mais fraterna, mais humana e a ajudar a construir uma comunidade onde todos possam ter lugar, vez e voz e sentir-se acolhidos por este Deus que nos ama”, complementou no final da eucaristia participada por muitos outros dehonianos, alguns dos quais membros da comunidade algarvia ao longo destes anos, e também por vários padres do Algarve.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Ao Folha do Domingo, o sacerdote disse que o balanço destes anos é muito proveitoso. “Aquilo que temos colhido ao longo desta história é uma presença que tem sido bastante positiva para nós”, avaliou o responsável, garantindo que a comunidade no Algarve será para manter, não obstante a diminuição do número de vocações. “Vamos ter de fazer opções. Estou convencido que esta presença aqui, nos próximos anos, não fica em risco”, afirmou.

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