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Concerto dos “The Sun” marcou o segundo dia do Festival Jota no Vale das Almas

Foto © Samuel Mendonça
The Sun – Foto © Samuel Mendonça

O concerto desta noite da banda cabeça de cartaz do Festival Jota marcou o segundo dia do evento que é o maior de música de inspiração cristã de Portugal e um dos maiores da Península Ibérica e que termina hoje no Vale das Almas, em Faro.

Durante a sua atuação, a banda italiana “The Sun”, lembrou a importância do compromisso cristão e exortou os jovens a manterem-se fiéis nesse caminho. Francesco Lorenzi, vocalista, lembrou, na introdução que fez à música do primeiro single do novo álbum do grupo, um professor universitário que foi assassinado em 2014 em Mossul por defender os direitos dos cristãos. Este acontecimento inspirou o tema “Le case di Mosul” do novo trabalho discográfico, lançado o mês passado, intitulado “Cuore Aperto”.

Foto © Samuel Mendonça
Foto © Samuel Mendonça

Também Matteo Reghelin, baixista, sublinhou a importância de uma peregrinação da banda aquando da sua conversão. “Depois de termos ido à Terra Santa a nossa vida mudou radicalmente”, afirmou.

Maresia - Foto © Samuel Mendonça
Maresia – Foto © Samuel Mendonça

Mas a noite musical começou, depois do jantar com a apresentação das restantes duas das quatro bandas – três delas algarvias – que integraram “O teu palco”, um espaço destinado a revelar novos projetos musicais de inspiração cristã. Seguiram-se as atuações dos “GodStones”, “Graal” e “Banda Jota” que muito animaram os festivaleiros antes dos “The Sun”, no final do dia que voltou a ter ontem início pelas 8.30h com a oração da manhã dos participantes, presidida pelo padre António de Freitas, assistente espiritual do Secretariado da Pastoral Juvenil da Diocese do Algarve, responsável organização logística do evento.

Seguiu-se depois o pequeno-almoço e uma manhã preenchida com um espaço que propôs aos jovens refletirem sobre o desafio de serem “Rostos de Misericórdia” para tantos que se cruzam no seu caminho diário. Esta proposta foi feita a partir de sete espaços de reflexão, que foram realizados em duas sessões cada um, com a ajuda de casais, religiosas, jovens e sacerdotes, tendo abordado a dimensão da misericórdia presente na vida de todos a partir da missão, do sacramento da reconciliação, da Palavra de Deus, do canto, da caridade, da vida conjugal e da vida contemplativa das religiosas de clausura.

GodStones - Foto © Samuel Mendonça
GodStones – Foto © Samuel Mendonça

Depois do almoço realizaram-se workshops de zumba, língua gestual, danças do mundo e modelagem de balões, assim a realização de um percurso pedestre de 11 quilómetros pelo estuário da Ria Formosa, sob a orientação de dois docentes da Universidade do Algarve nas áreas de Biologia Marinha e Geologia, para observação da fauna e da flora autóctones. Os jovens tiveram ainda oportunidade de realizar uma descida em slide na zona do Pontal, tendo a Ria Formosa como paisagem.

Graal - Foto © Samuel Mendonça
Graal – Foto © Samuel Mendonça

A tarde prosseguiu com o concerto intimista dos Maresia, uma banda que nasceu no seio do Corpo Nacional de Escutas, e que apresentou temas dos seus dois álbuns.

Seguiu-se a apresentação do livro “A Estrada do Sol”, de Francesco Lorenzi, vocalista dos “The Sun” que trouxeram com eles um grupo italiano de fãs.

Banda Jota - Foto © Samuel Mendonça
Banda Jota – Foto © Samuel Mendonça

Durante o dia, tal como acontece desde o início do festival, houve ainda a possibilidade de os jovens rezarem na capela montada no recinto com exposição do Santíssimo Sacramento e de lhes ser administrado o sacramento da reconciliação.

O segundo dia do festival voltou a contar com a animação do Dj Zoon e da tenda “Francamente”.

O Folha do Domingo é um dos media partners do Festival Jota.

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