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Conclusão do desassoreamento da foz do Guadiana prevista para março

Apresentacao_dragagem_guadianaA primeira fase de desassoreamento do rio Guadiana, que prevê a dragagem da foz, vai estar concluída em março, após cerca de três meses de trabalhos, anunciou ontem a Câmara de Vila Real de Santo António.

O fim dos trabalhos chegou a ser anunciado para janeiro pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, mas ontem, numa cerimónia em Ayamonte (Espanha), foi feita uma nova apresentação da obra que apontou março como mês em que o desassoreamento da foz estará concluído.

A intervenção de dragagem está a cargo da Junta de Andaluzia e foi apresentada por representantes do Governo Regional andaluz, do Ayuntamiento da localidade espanhola, da Câmara de Vila Real de Santo António e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve.

A CCDR foi uma das principais defensoras das dragagens no Guadiana e interlocutoras da Junta da Andaluzia no processo que conduziu à assinatura de um memorando de entendimento entre o Governo português e o governo da região espanhola sobre o desassoreamento da foz do Guadiana, em março passado, em Lisboa.

Em novembro passado, a CCDR anunciou que a Agência Pública de Portos da Andaluzia tinha adjudicado a obra e que os trabalhos iriam estar concluídos em janeiro de 2015.

A primeira fase do desassoreamento permitirá que a barra do rio recupere uma profundidade mínima de 3,5 metros e terá um custo de 723 mil euros, acrescentou na ocasião a CCDR.

O presidente da Câmara de Vila Real de Santo António, Luís Gomes, considerou no comunicado divulgado pela autarquia que esta é uma obra com “um caráter histórico” que vem “concretizar um desejo ambicionado pelos algarvios há quase 30 anos” e melhorar a segurança e as condições de navegabilidade na foz do rio.

A dragagem irá incidir numa zona de 1.250 metros de comprimento por 60 metros de largura e devem ser retirados cerca de 55 mil metros cúbicos de sedimentos do fundo do Guadiana, que serão utilizados para realimentar as praias mais próximas da foz, precisou a câmara algarvia.

Igualmente citado no comunicado, o presidente da CCDR Algarve, David Santos, destacou a importância da Eurocidade do Guadiana neste processo e as vantagens “económicas e turísticas” que a obra pode representar para os municípios de Vila Real de Santo António, Castro Marim e Ayamonte, que a integram.

A Câmara de Vila Real de Santo António chegou a marcar para 08 de janeiro uma visita aos trabalhos de dragagem em curso na foz, juntamente com elementos da CCDR do Algarve, mas adiou a deslocação para uma data a anunciar devido a uma avaria na draga espanhola destacada para fazer o desassoreamento.

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