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Aquela conferência, que exerce a sua acção sócio-caritativa no concelho de Faro, explica como foi angariada aquela verba. A importância foi “totalmente doada por particulares, uma vez que as entidades oficiais desta cidade continuam a esquecer-se da nossa importância social”, lamenta Silvério dos Reis de Jesus, membro da Conferência Beato Nuno de Santa Maria.

Os vicentinos da conferência farense criticam ainda o facto de, contra a sua vontade, não terem podido colaborar na distribuição de alimentos provenientes do PCAAC – Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados em virtude de a Segurança Social “exigir” que o espaço físico que estão a utilizar, gratuitamente cedido por um familiar de um falecido vicentino, seja considerado de “utilidade pública”. “Enquanto estamos procedendo a obras para aceder à solicitação da Segurança Social, foi-nos prometido que os alimentos chegariam aos carenciados por intermédio de outras instituições, o que não foi cumprido na maior parte, com claro prejuízo dos necessitados”, denuncia Reis de Jesus, acrescentando que, não obstante esta situação, “foram várias as toneladas de alimentos” que aquela conferência fez chegar ao “domicílio de muitas dezenas de necessitados”.

As receitas da Sociedade de São Vicente de Paulo são, na sua maioria, provenientes de peditórios paroquiais, mas também oriundos da subscrição de quotas, de donativos de particulares e de colectas.

A Conferência Beato Nuno de Santa Maria volta a apelar a “irmãos de boa vontade” que se juntem ao grupo dos seus voluntários para fazerem uma experiência “com a qual irão sentir a alegria de servir os irmãos mais pobres”, muitos deles “desempregados, vítimas de pobreza envergonhada ou idosos com reformas de miséria”. “Neste ano designado de combate à pobreza e à exclusão social, esse combate só poderá ter sentido se todos sem excepção dermos algo de nós para esse fim”, lembra Reis de Jesus.

Samuel Mendonça

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