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Religiosa_consagradaDepois de 137 anos de presença e de trabalho no Algarve, a congregação das irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição deixa este mês a diocese, com o encerramento da comunidade de Olhão.

Remota ao ano de 1877 a vinda daquela congregação para o Algarve, na altura para um colégio em Lagoa onde as religiosas estiveram apenas um ano.

Em 1899 regressaram à diocese algarvia, indo para Faro, para a travessa do Rasquinho, onde trabalharam numa escola até 1910, altura em que a agitação trazida pela implantação da República levou à sua saída.

Em 1920 regressaram ao Algarve, de novo para Faro, tendo ficado à frente da Casa de Santa Isabel, instituição que ainda hoje existe, onde permaneceram até 1973. Simultaneamente começaram também a trabalhar em 1928 no Hospital de Faro, da Santa Casa da Misericórdia, onde se mantiveram até 1974, em Monchique em 1930, no Colégio de Santa Catarina, e em Olhão também em 1930, tendo assumido o Centro de Bem-Estar Social Nossa Senhora de Fátima, a mais antiga instituição do concelho olhanense fundada naquele pelo falecido cónego António Baptista Delgado para acolher meninas em risco. Desde 2011, as irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição acrescentaram também aos seus cuidados a valência de uma nova creche construída naquela instituição.

No colégio de Monchique estiveram até 1955, tendo passado naquele ano para Faro com a transição daquela instituição de ensino para o Colégio de Nossa Senhora do Alto, onde se mantiveram até 2007, deixando a sua orientação educativa às irmãs Filhas de Maria Auxiliadora (salesianas).

Com o número de vocações a manter a sua tendência de diminuição, a congregação vê-se agora na contingência de encerrar também a comunidade de Olhão, a única que ainda se mantinha na diocese algarvia, e as quatro religiosas que ali se encontram irão seguir para a Casa Provincial, em Fátima, aguardando que a Superiora Provincial indique para onde irão trabalhar.

Amanhã, pelas 19h na capela do Centro de Bem-Estar Social de Nossa Senhora de Fátima, o bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, presidirá a uma eucaristia de ação de graças a Deus pela presença das irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição na diocese.

Para além desta, também outra comunidade de religiosas franciscanas irá encerrar no Algarve. Depois da comunidade de Martim Longo das irmãs Franciscanas Missionárias de Maria, em 2011, onde estavam desde 1983, até ao próximo mês de julho encerrará a comunidade de Odiáxere, presente no Algarve desde 1998, mantendo-se apenas na diocese a comunidade de Porches, cuja abertura remota ao ano de 1977 e que é composta por cinco religiosas, algumas oriundas de Martim Longo. As três consagradas que constituem a comunidade de Odiáxere irão para três diferentes comunidades em Portugal e no estrangeiro.

Em Odiáxere, as irmãs Franciscanas Missionárias de Maria trabalharam ao longo dos últimos 16 anos na pastoral daquela paróquia, particularmente na catequese de crianças, adultos e no apoio a idosos e a pessoas carenciadas, e prepararam, acompanharam e apoiaram também mais de uma dezena de voluntários que realizaram experiências de missão em países africanos. Deste trabalho surgiu nasceu o projeto de cooperação e desenvolvimento Boluka Kua Zua (que significa nascer do sol em português), constituído em 2010 por missionários algarvios.

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