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Conselho Presbiteral da Igreja algarvia propõe ordenação de mais diáconos permanentes

© Samuel Mendonça
© Samuel Mendonça

O Conselho Presbiteral da Diocese do Algarve “considerou a necessidade de retomar o caminho de chamamento, formação e ordenação de novos Diáconos Permanentes”, refere um comunicado enviado ao Folha do Domingo.

A proposta foi apresentada na assembleia daquele órgão consultivo que teve lugar no passado dia 16 deste mês, no Seminário de São José, em Faro, sob a presidência do bispo do Algarve, D. Manuel Quintas.

Aquele órgão consultivo do bispo diocesano “observou ainda que os «candidatos a candidatos» devem ser chamados de acordo com as suas caraterísticas e disponibilidade para as necessidades pastorais paroquiais, mas também diocesanas”. Segundo o documento, o Secretariado Permanente do Conselho Presbiteral, constituído pelos padres Mário de Sousa (moderador), António de Freitas (secretário) e Rui Barros Guerreiro (vogal), “foi encarregado de estudar a forma de chamamento, os requisitos, o acompanhamento espiritual e o plano de formação dos candidatos”.

O diaconado é o primeiro dos três graus do sacramento da Ordem e a missão do diácono consiste, antes de mais nada, em ficar consagrado para o serviço do altar, para o serviço da caridade e para o serviço da palavra. “É próprio do diácono, administrar o batismo, guardar e distribuir a Eucaristia, assistir ao Matrimónio e abençoá-lo em nome da Igreja, levar o viático aos moribundos, ler a Sagrada Escritura aos fiéis, administrar sacramentais, instruir e exortar o povo, presidir ao culto e à oração dos fiéis, presidir aos ritos do funeral e sepultura”, explica o pontifical da ordenação dos diáconos, a quem cabe, de modo especial, o serviço da caridade e da administração dos bens da Igreja.

Os diáconos exercem assim uma missão eclesial de grande alcance nos três campos de ação da Igreja – profético, litúrgico e caritativo – e ao diaconado permanente podem ser admitidos homens casados.

Os primeiros diáconos permanentes algarvios, todos casados, foram ordenados no ano 2000, sendo que desses sete servidores ainda restam seis, pese embora a saúde de alguns já esteja debilitada. O último diácono permanente da diocese algarvia, também casado, foi ordenado em 2012, pelo que a diocese algarvia conta atualmente com sete diáconos permanentes.

O conselho abordou ainda a situação de alguns sacerdotes debilitados pela doença ou envelhecimento (em exercício e aposentados) e “a melhor forma de os acompanhar” e analisou também a situação do Instituto de Sustentação do Clero e o funcionamento da sua comissão.

Os conselheiros sacerdotes refletiram ainda sobre a formação permanente do clero. “Tendo em conta que as Jornadas de Atualização do Clero têm uma dimensão mais teológica, o Conselho considerou importante realizar outros encontros com temáticas pastorais concretas e decorrentes do quotidiano da vida e ministério do presbítero”, explica o comunicado, acrescentando ter sido pedido ao padre Pedro Manuel “que apresentasse uma proposta de ação formativa a decorrer no primeiro trimestre do próximo ano pastoral sobre «Acolhimento e atendimento Pastoral» e «Acompanhamento das famílias em situações de crise»”.

Os conselheiros decidiram ainda criar uma comissão organizadora. Liderada pelo padre António de Freitas com a colaboração do cónego José Pedro Martins e dos padres Carlos de Aquino e Mário de Sousa, para organizar as comemorações do segundo centenário da morte de D. Francisco Gomes do Avelar, bispo do Algarve entre 1789 e 1816, que teve uma ação profundamente marcante para desenvolvimento do Algarve e, concretamente, da capital algarvia, após o terramoto de 1755.

O Conselho Presbiteral defendeu ainda a revisão dos órgãos e estruturas diocesanas de pastoral, tendo reconhecido que “há necessidade de rever a estrutura e efetivo funcionamento da Cúria e dos Serviços Diocesanos de Pastoral, para que correspondam cada vez melhor à dimensão missionária e evangelizadora pedida pelo Papa Francisco”. Neste sentido, o bispo do Algarve encarregou o Secretariado Permanente do Conselho de proceder a esta revisão e apresentar propostas concretas na próxima sessão daquele órgão.

Foi ainda sugerido que a próxima renúncia quaresmal tenha dois destinos: um projeto da Igreja universal, escolhido dos vários pedidos que possam chegar diretamente ou através da Conferência Episcopal Portuguesa, e uma outra finalidade que tenha em conta as necessidades da Igreja diocesana.

O conselho pronunciou-se ainda em relação ao encerramento da Rádio Costa D’Oiro, a estação radiofónica da Diocese do Algarve, tendo como associadas as paróquias de Nossa Senhora do Amparo e matriz de Portimão, de Lagoa e Santa Maria de Lagos. “Tendo em conta a inviabilidade económica da Rádio, pela diminuição da publicidade, pelo não cumprimento dos compromissos financeiros das diferentes autarquias e pelas dificuldades das paróquias proprietárias, chegou-se à conclusão que, infelizmente, não há outra solução senão a alienação”, refere o comunicado sobre a emissora fundada há 20 anos sob o impulso do falecido padre Arsénio da Silva.

O Conselho Presbiteral, constituído em cada diocese a teor do cânone 495 do Código de Direito Canónico, é uma espécie de senado do bispo, que representa o presbitério, manifesta a comunhão entre o próprio bispo e o seu presbitério e exprime a fraternidade existente entre os sacerdotes. A este órgão consultivo compete auxiliar o bispo no governo da diocese, nos termos do direito e dos estatutos em vigor, para que seja promovido o “bem pastoral do povo de Deus”.

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