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As operações em curso estão a cargo dos comandos dos bombeiros de Tavira e São Brás de Alportel, os concelhos afetados pelo incêndio, e centram-se se na vigilância para precaver eventuais reacendimentos e no combate a pequenos focos que ainda se encontram no terreno, segundo o comandante dos Bombeiros Municipais de Tavira, Miguel Silva.

A mesma fonte disse à Lusa que a desmobilização tem estado a ser feita progressivamente, depois de terem estado envolvidos no combate às chamas mais de mil homens e 13 meios aéreos, e “está previsto que até ao fim do dia de hoje todos os meios sejam todos desmobilizados”.

O fogo deflagrou na quarta-feira, dia 18, perto das 14:00, e foi declarado dominado no sábado passado, dia 21, cerca das 18:00, tendo destruído à sua passagem áreas florestais de sobreiro, pinheiros e eucaliptos, assim como habitações em algumas povoações serranas, cujas populações tiveram perdas totais dos seus meios de subsistência, lançando a incerteza sobre o seu futuro.

“Estamos a proceder à consolidação da extinção, ainda há pequenas zonas que ardem e, assim que são detetadas, tem sido feita a extinção total para evitar falsos alertas por parte da população. Temos estado a fazer um esforço enorme para apagar todos estes focos, até porque os homens precisam de descanso, e está prevista uma nova desmobilização de 130 homens para as 15:30”, afirmou Miguel Silva.

O comandante dos Bombeiros de Tavira acrescentou que está prevista mais uma saída de homens do terreno para as 17:00 e, “em princípio, às 18:00, serão desmobilizados todos os operacionais que estão no terreno”.

Miguel Silva explicou que a logística para a alimentação dos operacionais envolvidos na operação “tem sido realizada exemplarmente pelos serviços municipais de Proteção Civil de Tavira e São Brás de Alportel”, que “têm feito chegar ao terreno sumos, águas, leite e outros alimentos que foram doados pela população” aos bombeiros do Algarve durante os dias do fogo.

“Outra refeição mais digna tem sido pedida em restaurantes de pronto-a-comer e encaminhadas até aos homens”, acrescentou.

Uma semana e um dia após o início do fogo ainda há zonas da serra algarvia que fumegam e, às 14:00 de hoje, continuavam no terreno 223 operacionais, com o apoio de 45 veículos.

Lusa

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