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Cooperativa de Viveiristas da Ria Formosa diz que segurança dos pescadores depende do desassoreamento das barras

© Luís Forra/Lusa
© Luís Forra/Lusa

A falta de limpeza do fundo da barra do Lavajo, em Olhão, foi determinante para o naufrágio de uma embarcação de pesca e a morte de um pescador que seguia a bordo na terça-feira, alertou hoje a Cooperativa Formosa.

Em comunicado, a Cooperativa de Viveiristas da Ria Formosa (FORMOSA) explicou que os pedidos para o desassoreamento (limpeza do fundo das barras) tanto dos canais de navegação como das barras da Ria Formosa remontam a 1999 e que em 2013 criticou que os desassoreamentos tenham sido colocados em terceiro lugar nas prioridades de intervenções a realizar naquela zona.

Na altura, “apercebemo-nos que o desassoreamento do Lavajo estava dependente da aprovação do Plano de Pormenor da Praia de Faro e da resolução do problema das condutas de água e de saneamento que ligam a ilha da Culatra à ilha da Armona”, referiu a cooperativa.

O alerta da FORMOSA vem reforçar a posição do Sindicato da Pesca do Sul, que na terça-feira criticou a ministra da Agricultura e do Mar. A governante, face à notícia da morte do pescador olhanense, apelou à comunidade piscatória nacional para que “não arrisque quando se verifiquem situações de mar difícil”.

Em comunicado, o sindicato criticou a falta de verbas no Orçamento do Estado (OE) para 2015 destinadas a desassoreamentos na costa algarvia e sublinhou que o acidente ocorreu na barra do Armona, ilha barreira da Ria Formosa, cujo assoreamento a comunidade piscatória denuncia há uma dezena de anos.

“O problema dos assoreamentos, na costa algarvia, tem de merecer uma maior atenção da ministra e do Governo, para que não aconteçam mais acidentes ou naufrágios e não venha a aumentar o número de mortes entre os pescadores. É com enorme preocupação que não vemos no OE para 2015 verbas destinadas à urgência dos assoreamentos dos portos e barra”, vincaram os sindicalistas.

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