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Janela_aberta_familiaO coordenador de uma plataforma “online” algarvia, que aconselha os pais em matéria de psicologia e saúde defendeu hoje o alargamento do programa a todo o país, depois de ter sido ‘exportado’ para a região espanhola da Andaluzia.

O programa “Janela Aberta para a Família” gere uma plataforma com informação sobre as várias faixas etárias, desde a gravidez até aos 12 anos, que os pais recebem automaticamente online”, caso se inscrevam via computador ou através de um formulário distribuído nas duas maternidades da região, explicou António Pina à Lusa.

Promovido pela Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, o programa foi iniciado em 2007 e “é o único [em Portugal] até ao momento, não tendo ainda sido implementado noutro local, exceto na Andaluzia, porque foi exportado para lá”, sublinhou o coordenador, defendendo que há condições para ser posto em prática a nível nacional.

“Considero que é muito importante e eu gostaria muito que se alargasse ao todo nacional. É um projeto que na vertente da internet é fácil de implementar. Se as pessoas se inscrevessem pela Internet, amanhã isto podia ser um programa nacional”, defendeu.

Aquele responsável observou, contudo, que a inscrição em papel “já implica trabalho e algum dinheiro”, mas sublinhou que “30 mil euros” permitiriam produzir manuais e formulários de inscrição para distribuir aos pais em todas as maternidades do país.

António Pina frisou que a ideia já foi “aproveitada pela Andaluzia”, que iniciou a plataforma, ainda gerida em Portugal, no dia 19 de julho, disponibilizando-a em toda a região espanhola, que tem oito milhões de habitantes.

“Mas eles têm de facto uma organização regional para estes habitantes que lhes permitiu operacionalizar isto a esse nível. Em Portugal, temos as Administrações Regionais de Saúde (ARS) e não são entidades com capacidade para operacionalizar programas a nível nacional, porque só podem atuar na sua área de influência”, afirmou.

O coordenador do programa algarvio considerou ainda que este tipo de informação aos pais é “importante” para os apoiar na educação dos filhos e lamentou ainda “não ter conseguido implementá-lo a nível nacional.

Além da informação contida na plataforma “online”, o programa promove periodicamente “videochats” (conversas no computador), nos quais profissionais ligados a determinada área comunicam por vídeo com os pais, que se encontram, “em casa, e podem comentar e fazer perguntas por escrito”, depois de acederem a um link anunciado antecipadamente, explicou.

Hoje às 21:30 a plataforma organiza um “videochat” dedicado à violência sobre crianças, que contará com a participação da presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco de Faro, Conceição Rosa, e duas enfermeiras que estão também ligadas a esta área.

A Lusa tentou obter declarações da presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens sobre o tema que irá ser debatido no “videochat”, mas não foi possível chegar ao contacto com Conceição Rosa.

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