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© Luis Forra/Lusa
© Luis Forra/Lusa

O Movimento de Cidadãos pela Defesa dos Serviços Públicos de Saúde do Algarve organizou ontem um cordão humano junto às urgências do Hospital de Faro, em defesa do Serviço Nacional de Saúde e da prestação de cuidados de saúde às populações que mobilizou cerca de cem pessoas que pediam a demissão do diretor do Centro Hospitalar do Algarve (CHA).

Durante a ação foi entregue um ramo de flores fúnebres ao diretor do CHA, Pedro Nunes, e uma carta com a mensagem “Pedro, vai-te embora”.

Os manifestantes traziam cartazes nos quais se lia, por exemplo, “Oficina da Cidadania pela nossa saúde”, “A gestão do medo e da ameaça só pode dar barraca” ou “Três em um – Demissão de Pedro Nunes, Paulo Macedo e do Governo PSD/CDS”.

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (Amal), Jorge Botelho, que participou no protesto, apelou ao ministro da Saúde, Paulo Macedo, para marcar uma reunião de urgência, com os autarcas algarvios, em resposta a um encontro pedido há 14 dias.

A 20 de janeiro, a Amal admitiu que há falta de “prontidão” e de “qualidade na prestação de serviços de saúde” na região, e pediu uma reunião ao ministro da Saúde, com caráter de urgência.

“Aguardemos mais uns dias, mas espero que, com este apelo que estou a fazer, que esta reunião surja nos próximos dias, porque isso é que me parece de bom senso”, declarou à Lusa, junto às urgências do Hospital de Faro.

“Todos os pedidos de reunião têm de ter uma resposta e facto é que, até agora, uma comunicação que nós fizemos há cerca de dez dias com pedido de reunião urgente não teve resposta”, assinalou Jorge Botelho, referindo que os autarcas algarvios vão “aguardar mais alguns dias”.

“Esta reunião pode e deve ter lugar, porque o assunto merece que o senhor ministro se digne responder”, alertou o presidente da Amal, acrescentando que o “direito da cidadania merece, seguramente, em nome da responsabilidade, que o senhor ministro marque a reunião”.

Os autarcas do Algarve querem expor o que é de direito para a Saúde no Algarve e querem a garantia do ministro da Saúde de que não continuará a haver a degradação nos serviços de Saúde que se está a verificar na região, referiu ainda o presidente da Amal e presidente da Câmara Municipal de Tavira.

No sábado passado, cerca de meio milhar de pessoas participou num cordão humano nas imediações do Hospital de Portimão, em defesa dos hospitais públicos da região e pedindo a demissão do administrador do Centro Hospitalar do Algarve (CHA).

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