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Corpo de Deus: Bispo do Algarve destacou a eucaristia como “antídoto” para uma “cultura cada vez mais individualista”

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Numa cultura cada vez mais individualista como aquela em que estamos imersos nas sociedades ocidentais, a eucaristia é uma espécie de antídoto que age nas mentes e nos corações dos crentes”, afirmou o bispo do Algarve no encerramento da procissão com o Santíssimo Sacramento que se realizou ontem à tarde, por algumas das principais ruas da baixa de Faro, da igreja de São Pedro para a Sé, no dia em que a Igreja celebrou a solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, popularmente conhecida como Corpo de Deus.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

D. Manuel Quintas disse ainda que, “perante o vazio criado pela falsa liberdade, a comunhão do Corpo de Cristo é remédio para iluminar a inteligência e fortalecer a vontade na redescoberta pelo gosto da verdade e do bem comum”.

Destacando que “a eucaristia é o coração palpitante que dá vida a todo o corpo da Igreja”, o prelado lembrou que “a Igreja, apesar dos limites e erros humanos, continuou a ser no mundo uma força de comunhão, mesmo perante as dificuldades verificadas em muitos lugares, em muitos países do mundo” e “ainda hoje, onde se impede, se dificulta e se nega mesmo a possibilidade da celebração e da participação na missa dominical”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Sem eucaristia, a Igreja simplesmente não existiria. Sem eucaristia não existe verdadeira vida cristã. A eucaristia é efetivamente o que torna uma comunidade humana um mistério de comunhão capaz de levar Deus ao mundo e o mundo a Deus”, prosseguiu, acrescentando que “o Espírito Santo transforma o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo, como também transforma todos os que o recebem com fé em membros do Corpo de Cristo para que a Igreja seja verdadeiramente sacramento de unidade dos homens com Deus e também entre si”.

D. Manuel Quintas destacou assim que a eucaristia, “sacramento do Corpo e Sangue de Cristo”, “constitui o tesouro mais precioso da Igreja”. “Por isso se justifica esta procissão, por isso tem sentido esta manifestação de fé, por isso tem sentido estes gestos que presenciámos nas crianças, lançando pétalas perfumadas para Jesus na eucaristia, como expressão de gestos de amor, de gestos de um coração puro, alegre”, afirmou, referindo-se à participação de muitas crianças que nos últimos dias realizaram a sua primeira comunhão.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O bispo do Algarve exortou ainda os diocesanos renovarem a sua fé “na presença real de Cristo na eucaristia”. “Cultivemos sempre mais o amor pela eucaristia pela participação comunitária na eucaristia dominical, pelo incremento da adoração eucarística nas nossas paróquias, pela visita frequente ao Santíssimo Sacramento”, pediu, alertando que “não há verdadeira renovação pessoal, familiar e eclesial sem a eucaristia”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

D. Manuel Quintas lembrou que “intimamente ligado ao mistério da eucaristia está o ministério ordenado dos diáconos, padres e bispos”. “Poucos dias passados após a ordenação de quatro diáconos permanentes e um presbítero, louvemos o Senhor por este dom que nos concedeu e renovemos o nosso empenho em continuar a rezar pelas vocações de consagração, pelos nossos seminaristas, pelos diáconos e presbíteros, conscientes da importância desta vocação na Igreja e do sentido extraordinário da sua missão no mundo”, apelou, advertindo que “só uma Igreja eucarística poderá ser verdadeiramente uma Igreja missionária”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O cortejo litúrgico foi precedido por uma tarde de adoração eucarística na igreja matriz de São Pedro, orientada pelas três paróquias da cidade de Faro, tendo a última meia hora de oração sido particularmente dedicada às crianças da catequese, incluindo da paróquia do Montenegro, que acabaram por participar também na oração de vésperas presidida pelo bispo diocesano.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo celebra-se, normalmente, 60 dias depois da Páscoa, na quinta-feira a seguir ao primeiro domingo depois do Pentecostes. A festividade começou a ser celebrada há mais de sete séculos e meio, em 1246, na cidade de Liège, na atual Bélgica, tendo sido alargada à Igreja latina pelo papa Urbano IV através da bula “Transiturus”, em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Corpo de Deus 2019

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