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Ao terceiro dia, o cortejo, que começou às 15:00, teve que ser interrompido uma hora e meia depois uma vez que a ameaça de chuva tornou-se realidade, disse à Lusa Joaquim Guerreiro, da Câmara de Loulé, que invocou questões de segurança.

“Como parte dos carros alegóricos são feitos à base de papel e cola pode tornar-se perigoso com a chuva mantê-los em andamento com pessoas lá em cima”, explicou aquele responsável.

Contudo, apesar de o tempo não ter ajudado à festa, a afluência ao Carnaval durante os três dias foi “considerável”, cifrando-se nas 60 mil pessoas, apesar de ter sido “abaixo das expetativas”, que apontavam para 70 mil pessoas.

A “salvar” o centenário Carnaval de Loulé estiveram os dois primeiros dias de corso, no domingo e na segunda-feira, os quais decorreram sem interrupções durante as três horas previstas, acrescentou Joaquim Guerreiro.

Enquanto a chuva não se abateu sobre a cidade foram muitas as pessoas que saíram à rua para “brincar” ao Carnaval, embora o volume de assistência tenha estado longe de anos anteriores.

Sob o tema “E nós por cá”, a crise económica dominou a decoração dos 14 carros alegóricos.

Os processos judiciais “Apito Dourado” e “Face Oculta” a serem transportados a passo de caracol e Paulo Portas ao leme de um submarino foram algumas das figuras que coloriram os carros em Loulé.

Gilberto Madaíl vestido de forcado a “tourear” uma bailarina de Flamenco numa alusão à derrota da candidatura ibérica para a acolher o campeonato do mundo de futebol foi outra das presenças em Loulé.

A sátira internacional não foi esquecida e um dos carros foi dedicado ao presidente e primeira dama francesa, Nicolas Sarkozy e Carla Bruni que, com um burro pela frente, encabeçavam uma carroça de ciganos.

Lusa

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