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O Algarve está numa situação “cómoda” no combate à covid-19, com uma taxa de recuperados superior à média nacional, disse hoje a delegada de Saúde regional, numa altura em que a região se prepara para reabrir a economia.

“Temos 320 casos acumulados, uma situação bastante cómoda, como tem sido na nossa região. Temos 11 óbitos, sem nenhum nos últimos dias. Há 21 pessoas internadas, quatro delas a necessitar de cuidados intensivos”, revelou aos jornalistas Ana Cristina Guerreiro.

Na conferência de imprensa semanal da Comissão Distrital de Proteção Civil para fazer o balanço do combate à pandemia na região, aquela responsável realçou os “80 casos recuperados” destacando a “vigilância ativa de 345 pessoas e os 9.685 casos com resultado negativo”.

No lar de idosos de Boliqueime onde no início de abril foram detetados 21 utentes positivos, no concelho de Loulé, foram realizados novos testes, revelando “12 residentes positivos – nove no lar e três internados”, existindo ainda “11 funcionários positivos”, notou.

No plano de rastreio aos lares de idosos e instituições similares da região foram realizados, ao todo, 4.062 testes a utentes e funcionários de 48 estabelecimentos, o que corresponde a cerca de 67% do total previsto.

A responsável indicou que os testes aos lares “têm dado resultados negativos” com a exceção pontual de dois casos: “uma utente internada no hospital de Faro, que não teve impacto da estrutura, e uma funcionária que foi retirada do local de trabalho também sem consequências”.

Ana Cristina Guerreiro classificou como “controlada” a propagação de covid-19 nas comunidades de migrantes, na região, informando que em Tavira se encontra “um grupo maior de 20 positivos” que inclui “dois imigrantes residentes em Silves e Albufeira”.

Em Albufeira, há “um cidadão positivo alojado num hotel e oito migrantes num apartamento”, todos em “isolamento profilático e vigiados pela unidade de saúde local”.

Em Armação de Pêra, no concelho de Silves, a responsável informou que um dos casos suspeitos “já obteve dois testes negativos, deixando de estar isolado e vigiado”, mantendo-se uma vigilância ativa a um grupo com “cinco pessoas positivas alojadas em habitação própria”.

O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve revelou, por seu turno, a existência de “20 profissionais de saúde dados como positivos e quatro já recuperados”.

Paulo Morgado indicou que a preparação da retoma “há-se ser gradual e com todos os cuidados” e que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) no Algarve está a “seguir os 50 doentes que tiveram alta precoce, já que a sua situação estava controlada”.

“O futuro não vai ser igual ao passado, quer na sociedade, quer nos serviços de saúde”, afirmou.

Em relação à retoma, as entidades referem que a reabertura da economia “será gradual e monitorada atentamente, para se perceber a evolução”, referiu, na ocasião, o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil, António Pina.

De acordo com o também presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), a abertura das fronteiras terrestres e aéreas “será feita de forma gradual”.

A região “tentará criar regras e boas práticas” em espaço público, praias, restaurantes e hotéis e “manter a noção que o Algarve é seguro não só na segurança pública mas também em relação à covid-19”, notou.

“Vamos passar para uma nova fase e permitir à economia recuperar, mas tal como na primeira, há a atenção para salvaguardar a saúde dos algarvios e passar a mensagem de que é seguro vir passar férias para o Algarve, embora com condicionantes”, defendeu.

O autarca concluiu afirmando que “se algo começar a correr menos bem, pode-se sempre voltar a atrás”.

Portugal contabiliza 820 mortos associados à covid-19 em 22.353 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o Governo anunciou hoje a proibição de deslocações entre concelhos no fim de semana prolongado de 01 a 03 de maio.

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