Pub

Um centro de colheitas para despistagem da covid-19 começou ontem a funcionar no parque de estacionamento da Escola das Naus, em Lagos, elevando para três os pontos de recolha fora de ambientes clínicos no Algarve, foi anunciado.

A unidade dedicada à colheita de amostras para rastreio da doença destina-se a casos encaminhados pelas autoridades sanitárias e pretende “aliviar o afluxo de potenciais suspeitos portadores do novo coronavírus aos hospitais”, indicou, em comunicado, a Câmara de Lagos.

Este é o terceiro ponto de recolha de amostras para análise à doença provocada pelo novo coronavírus no Algarve, um dia depois da entrada em funcionamento do segundo centro, no pavilhão da feira de exposições Fissul, em Silves.

O primeiro centro abriu em 23 de março junto ao Estádio Algarve, entre os concelhos de Faro e de Loulé, com os casos suspeitos a serem sujeitos à colheita de amostras em sistema ‘drive-thru’, sem que as pessoas saiam do veículo.

O centro de colheitas de Lagos recebe os casos suspeitos “previamente referenciados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) evitando-se, assim, o risco de infeção em cada colheita”, sublinhou a autarquia.

A zona de colheitas, instalada no parque de estacionamento da Escola das Naus, nas imediações da cidade de Lagos, resultou de uma parceria da autarquia e da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve.

No concelho vizinho de Portimão, a Câmara disponibilizou, na passada semana, o equipamento – tendas, baias, mesas, cadeiras e material de apoio -, para a abertura de um outro ponto para a recolha de amostras para despiste da covid-19.

Contudo, a sua entrada em funcionamento está ainda dependente de autorização da ARS/Algarve, conforme disse à Lusa fonte da autarquia.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 180.000 são considerados curados.

O continente europeu, com mais de 508 mil infetados e mais de 34.500 mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 13.155 óbitos em 110.574 casos confirmados até quarta-feira.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 209 mortes, mais 22 do que na quarta-feira (+11,8%), e 9.034 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 783 em relação à véspera (+9,5%).

Dos infetados, 1.042 estão internados, 240 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março, tendo a Assembleia da República aprovado hoje o seu prolongamento até ao final do dia 17 de abril.

Pub