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O distrito de Faro passou a dispor de quatro centros de colheita para deteção da covid-19 fora de ambientes clínicos, com a abertura de um ponto de recolha em Portimão, que funciona a partir de hoje no sistema ‘drive-thru’.

Este é o quarto ponto a funcionar no Algarve, a seguir aos de Faro, Silves e Lagos, destinados aos casos encaminhados e prescritos pelas autoridades de saúde e com marcação prévia, no sentido de evitar a deslocação de potenciais suspeitos portadores do novo coronavírus aos hospitais e centros de saúde.

Fonte da Câmara de Portimão indicou que o centro tem capacidade para processar entre 30 a 40 amostras diárias, funcionando diariamente entre as 08:30 e as 12:30 e as 14:30 e as 17:30, com os casos suspeitos a serem sujeitos à colheita de amostras em sistema ‘drive-thru’, sem que as pessoas saiam do veículo.

A estrutura montada junto ao pavilhão Portimão Arena pela autarquia será operacionalizada pelo laboratório Aqualab em parceria com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve.

O atendimento é assegurado por duas equipas técnicas, formadas por duas pessoas, um elemento das forças de segurança e um vigilante, acrescentou a mesma fonte.

Por seu turno, o presidente da ARS/Algarve, Paulo Morgado, revelou hoje em conferência de imprensa que o Algarve tem atualmente um total de 13 postos de colheita para despiste da covid-19, “entre entidades públicas e privadas, dentro e fora de ambientes clínicos”.

O médico e responsável da ARS/Algarve admitiu que, embora existam vários pontos de colheita para deteção do novo coronavírus na região, “a falta de reagentes no mercado condiciona a quantidade de amostras processadas”.

Segundo os dados divulgados hoje pela Direção-Geral da Saúde, morreram 246 pessoas em Portugal e há quase 10 mil infetados com o novo coronavírus, que provoca a doença covid-19.

Dos infetados, 1.058 estão internados, 245 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, mantém-se em estado de emergência desde 19 de março e até 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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