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A Confederação de Empresários do Algarve (CEAL) manifestou-se hoje surpreendida por Portugal ter ficado de fora dos corredores aéreos britânicos, classificando a decisão como “uma bomba atómica” para a economia da região.

“Deixar Portugal de fora [dos corredores aéreos] constitui uma autêntica bomba atómica para toda a economia do Algarve”, avançou a CEAL, em comunicado.

Portugal foi excluído dos corredores de viagens internacionais com destinos turísticos para os quais o Governo britânico autoriza que os cidadãos britânicos possam deslocar-se sem terem de cumprir um período de 14 dias de quarentena no regresso ao país.

Portugal não consta da lista de 59 países e territórios publicada no dia 03 julho, que inclui Espanha, Alemanha, Grécia, Itália, Macau ou Jamaica.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da CEAL, Carlos Gonçalves Luís, atribui o facto de Portugal ter sido excluído “à incapacidade demonstrada pelas autoridades portuguesas na gestão de uma matéria tão sensível”.

“As autoridades portuguesas deviam e podiam ter feito mais na defesa dos interesses económicos para evitar os enormes prejuízos que, certamente, esta decisão causará ao Algarve”, sublinhou.

O responsável adiantou que os empresários de vários setores da economia do Algarve vão reunir-se na quarta-feira, “para que seja tomada uma posição conjunta a apresentar ao Governo português, de forma a que Portugal venha a integrar os corredores aéreos ingleses”.

“É urgente que o Governo português retome as negociações com o Reino Unido na defesa dos interesses portugueses e evitar o que poderá ser uma autêntica bomba atómica para a economia do Algarve”, apontou.

Carlos Gonçalves Luís acredita que se Portugal “tiver um papel persuasivo, o Governo britânico poderá dentro de alguns dias rever a sua posição e incluir o território português nos corredores aéreos autorizados”.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 534 mil mortos e infetou mais de 11,47 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.620 pessoas das 44.129 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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