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A Câmara de Lagos anunciou ontem a redução do horário de funcionamento dos estabelecimentos de restauração e de bebidas, e a suspensão de linhas de transporte público na cidade, como medidas adicionais para travar a epidemia de Covid-19.

A decisão do município foi anunciada num comunicado que elenca as medidas implementadas entre 14 e 27 de março, com base no Plano de Contingência Interno da autarquia e nas recomendações das autoridades de saúde públicas.

Assim, o município decidiu reduzir o funcionamento até às 24 horas de todos os estabelecimentos de restauração e de bebidas, suspender, a partir de segunda-feira, as linhas vermelha, azul, turquesa e cinza do serviço de transporte público urbano “A ONDA”, as autorizações para animação de rua e a atividade dos mercados do “Levante” e do “Viv’ó Mercado”.

Por outro lado, foram limitadas as presenças nas reuniões de Câmaras apenas aos órgãos do executivo municipal.

Estas medidas juntam-se a outras anunciadas na quinta-feira, nomeadamente o encerramento ao público dos edifícios e equipamentos municipais, culturais e desportivos, mercados e museus, bem como a suspensão de feiras, atividades de âmbito cultural, desportivo e atividades de enriquecimento curricular, programas municipais, serviço de transporte em autocarros do município para atividades de âmbito cultural, desportivo e escolar extracurricular e os atendimentos presenciais.

A autarquia recomenda ainda aos munícipes que não se desloquem aos serviços de atendimento, exceto em situações de urgência, disponibilizando canais de atendimento à distância, através do envio de formulários por via eletrónica.

A Câmara de Lagos indicou que o novo conjunto de medidas foi decidido na sequência das medidas decretadas pelo Governo, no âmbito da redução de risco de exposição e contágio por Covid-19.

O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro de 2019, na China, e já provocou mais de 5.000 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde (OMS) a declarar a doença como pandemia.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizou ontem o número de infetados e registou o maior aumento num dia (34), ao passar de 78 para 112, dos quais 107 estão internados.

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