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Os operadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros no Algarve, a EVA Transportes e a Frota Azul, colocaram metade dos seus funcionários em regime de ‘lay-off’, informou hoje a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL).

“Face às dificuldades sentidas e à redução de receita nas suas operações, a EVA Transportes e a Frota Azul procederam ao regime de ‘lay-off’ de 50% dos seus funcionários desde o dia 1 de abril”, adianta em comunicado a AMAL, que congrega os 16 municípios algarvios, sendo, simultaneamente, a autoridade com a competência dos transportes na região.

Os operadores ponderam mesmo cessar totalmente as operações, depois de já terem decidido reduzir os quilómetros realizados diariamente, de forma a adequar a oferta à procura, alterada pela redução do número de utilizadores do serviço desde o início do surto de covid-19.

“Considerando que a receita atual não cobre as despesas associadas à realização dos serviços por si explorados, ponderam a paragem total das suas operações, caso não haja lugar a compensações financeiras”, acrescenta a AMAL, sublinhando que aqueles operadores são responsáveis pela exploração de serviços de âmbito intermunicipal e municipal.

Nesse sentido, a Comunidade Intermunicipal do Algarve vai assegurar “o cumprimento dos serviços mínimos” de transporte público rodoviário de passageiros com a verba que estava afeta ao transportes escolares, agora suspensos, adequando a oferta à procura.

“Sendo o transporte de passageiros um serviço público essencial, a AMAL, na última reunião de 3 de abril, decidiu transferir a liquidez resultante da não utilização das verbas municipais afetas aos transportes escolares (atualmente suspensos) de cada município para a AMAL”, prossegue a nota.

Segundo aquele organismo, “esta é a forma de financiar o pagamento das compensações necessárias e, assim, assegurar os serviços mínimos de transporte público rodoviário de passageiros, no volume e nas condições que se considerem necessários, adequando a oferta à procura”.

“A AMAL considera fundamental a adoção de medidas urgentes e extraordinárias para minimizar o impacto negativo na atividade dos operadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros durante o estado de emergência, mantendo-se os serviços mínimos de transporte que assegurem a mobilidade dos cidadãos”, conclui.

A empresa de transportes EVA passou a assegurar, desde novembro passado, a quase totalidade do serviço público rodoviário de passageiros no Algarve.

A empresa foi a vencedora de um concurso público internacional que tinha como objetivo reforçar e melhorar a mobilidade em 98 linhas dos 16 concelhos do distrito de Faro.

O novo modelo de serviço de transportes públicos no Algarve, que deveria estar a funcionar em pleno em agosto deste ano, não abrange os transportes urbanos geridos pelos municípios de Faro, Portimão e Lagos.

No Algarve existem atualmente 106 linhas base de transporte rodoviário regular de passageiros, das quais 98 passaram a ser geridas pela AMAL, na qualidade de autoridade de transportes.

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