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Oito dos primeiros 21 utentes diagnosticados com covid-19 num lar em Boliqueime, no início de abril, já estão recuperados, informou ontem a Câmara de Loulé, que prevê uma “grande descida” no número de utentes positivos.

O foco de contágio na Santa Casa da Misericórdia de Boliqueime foi conhecido em 3 de abril, com o registo de 21 casos positivos entre os utentes, número que, entretanto, subiu para 28. Nas últimas semanas foi igualmente detetada a doença em 11 funcionários.

“No decorrer das últimas semanas, a situação dos casos identificados no lar foi evoluindo, tendo-se registado um óbito na semana passada. Após a realização de novos testes no último fim de semana, estão oito pessoas em recuperação e, a confirmarem-se os resultados obtidos, o número de casos positivos deverá ser bem inferior ao inicialmente registado”, refere a autarquia em comunicado.

Numa nota publicada na quarta-feira na sua página numa rede social, a direção do lar refere que os resultados dos últimos testes realizados são “animadores”, uma vez que, dos 28 utentes positivos, assim se mantêm “apenas 11”.

“Outros 11 utentes permanecem inconclusivos, o que – [pelo que] nos explicaram – representa que têm uma carga viral já muito diminuta, e 29 estão negativos”, lê-se na nota, que acrescenta que permanecem internados no hospital de Faro sete utentes, dos quais quatro são negativos e três apresentam “uma má situação clínica e prognósticos pouco animadores”.

Os utentes cujo teste deu negativo permanecem instalados num hotel em Vilamoura, tendo sido já acionada uma unidade militar de descontaminação para uma intervenção no segundo piso do lar.

Segundo a autarquia, no lar permaneceram a maioria dos utentes positivos e outros que, embora negativos, tiveram de ali ficar por limitação física ou demência.

Os lares de idosos do Algarve estão a ser alvo de um programa de rastreio desenvolvido pelo Centro Académico de Investigação e Formação Biomédica do Algarve (ABC), em colaboração com o Instituto de Segurança Social.

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