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O programa 365 Algarve alargou excecionalmente a sua temporada até 15 de novembro, para poderem ser reagendados os eventos cancelados pelas medidas aplicadas no âmbito do estado de emergência de combate à pandemia da covid-19.

“Solicitámos aos promotores o reagendamento das ações que não tinham sido realizadas e que poderão ainda acontecer entre 15 julho e 15 de novembro. Entretanto foram pagas todas as ações executadas”, afirmou à agência Lusa a comissária do Programa Cultural 365 Algarve.

Anabela Afonso revelou que, das quatro dezenas de eventos programados, “pouco mais de uma centena ainda não tinha acontecido”, entre eles o Festival Ventania, o Festival Internacional de Cinema e Literatura de Olhão, o Festival do Contrabando e os Encontros do Devir, que podem agora ser reagendados.

O programa 365 Algarve promove uma oferta cultural em todo o Algarve, entre outubro e maio, com o objetivo de combater a sazonalidade e mostrar que a oferta cultural também pode ser um elemento de atração para quem visita o Algarve fora da época alta.

Parte da programação da 4.ª edição ainda não tinha acontecido, quando entraram em vigor as primeiras restrições, seguidas do estado de emergência, em vigor desde 19 de março, no âmbito do combate à pandemia. Por isso, este ano foi criada uma extensão extraordinária ao festival.

O financiamento dos agentes culturais foi uma preocupação revelada pela entidade gestora, revelando que os contratos estabelecidos dentro do programa “permitem o adiantamento de 30% da verba para fazer face a algumas despesas”, e a comissária realçou que está a ser feito “o levantamento das despesas de cancelamento já assumidas pelas estruturas, para que não fiquem com esse ónus”.

A reabertura das atividades é ainda uma incerteza e as indicações das autoridades de saúde “irão ditar ‘o quando’ e a forma como as atividades culturais irão funcionar” quando forem levantadas as restrições, no entanto “muitas das atividades do 365 Algarve são realizadas ao ar livre, o que pode vir a facilitar”, adiantou.

No final do mês de fevereiro, a associação DeVIR, sediada em Faro, lançou um abaixo-assinado na defesa do apoio financeiro do Governo aos programas culturais no Algarve, temendo que o 365 Algarve terminasse este ano. Destacavam, entre outras, o facto de a abertura para as candidaturas a uma nova temporada ainda não ter acontecido, algo que costumava ocorrer logo no início do ano.

Questionada pela Lusa, Anabela Afonso afirmou que “não há ainda qualquer indicação” sobre a existência ou não de uma próxima edição deste programa.

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