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Os refeitórios que servem os alunos abrangidos pela ação social nas freguesias do concelho de Vila Real de Santo António vão continuar em funcionamento, mesmo com o ensino suspenso devido à pandemia de covid-19, anunciou na terça-feira a autarquia.

A medida foi adotada “para auxiliar as famílias economicamente vulneráveis”, justificou a autarquia do distrito de Faro, precisando que vai “manter em funcionamento, nas três freguesias, os refeitórios que se encontram sob a sua alçada”.

A Câmara de Vila Real de Santo António pretende assim “garantir o fornecimento de refeições escolares aos alunos abrangidos pela Ação Social Escolar (ASE), mediante marcação prévia dos encarregados de educação”, referiu ainda o município, sem quantificar o número de estudantes que podem ser abrangidos pela medida.

“Na freguesia de Vila Nova de Cacela estará em funcionamento o refeitório do Jardim de Infância Manuel Cabanas, que é gerido pelo município, tendo a direção do Agrupamento contactado os encarregados de educação dos alunos abrangidos pela ação social escolar a fim de verificar quais as famílias interessadas”, adiantou a autarquia num comunicado.

A mesma fonte frisou que, entre os destinatários da medida, “alguns se encontravam em isolamento” e foi tomada a decisão de “fornecer as refeições em regime de take-away” a estes alunos.

“Na escola básica de Monte Gordo e do 2.º e 3.º ciclo D. José I, os refeitórios escolares, geridos pelo Agrupamento de escolas D. José I, também irão permanecer abertos para o fornecimento de refeições aos alunos abrangidos pela ASE, de forma presencial”, acrescentou a Câmara algarvia, presidida por Conceição Cabrita (PSD).

O município esclareceu ainda que, na escola Santo António, o refeitório “irá igualmente permanecer aberto para o fornecimento de refeições”.

A Câmara alertou que os encarregados de educação dos alunos do agrupamento de escolas D. José I devem manifestar a vontade de os seus educandos continuarem a beneficiar das refeições durante o período de paragem escolar, em vigor até, pelo menos, ao final do atual estado de emergência, em 31 de janeiro.

A autarquia de Vila Real de Santo António segue assim o exemplo de outras Câmaras do país, que também decidiram manter os refeitórios escolares abertos para fornecer refeições aos alunos durante este período de suspensão da atividade letiva decidida pelo Governo no âmbito do estado de emergência decretado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em 15 de janeiro, face ao agravamento do número de casos de covid-19 em Portugal.

Vila Real de Santo António e outros municípios do Algarve têm registado nas últimas semanas um crescimento do número de casos de covid-19 e estão já em situação de risco extremamente elevado de infeção pelo novo coronavírus, ao superarem os 960 casos por 100.00 habitantes, de acordo com os dados revelados pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

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