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Os cinco dias foram propostos pelo juiz do tribunal de Silves, que preside à assembleia de credores, onde estão presentes os maiores credores e os trabalhadores da Alicoop.

Na reunião, que decorre no Pavilhão de Feiras e Exposições da Fissul, em Silves, estão presentes cerca de 400 credores.

O votos contra esta proposta foram do Banif e do BPI Gestão de Ativos, que propunham um prazo maior.

Por parte dos pequenos credores e trabalhadores, o prazo ideal seria de três dia, alegando a necessidade de viabilizar o plano para a recuperação e abertura imediata de algumas lojas.

O prazo de cinco dias foi o que reuniu maior consenso, devido aos alegados problemas do sistema informático CITUS, que limita a três megabytes a capacidade receção dos documentos.

A assembleia de credores era para ter início às 10:00, mas só começou por volta das 13:00, atraso motivado pela chamada de todos os credores, entre eles os cerca de 200 trabalhadores.

A 24 de junho, a Comissão de Trabalhadores Sociedade Cooperativa de Produtos Alimentares do Algarve (Alicoop) apoiou em “pleno” e de forma “inequívoca” o plano de viabilização daquela empresa, mesmo que para isso fosse necessário fazer sacrifícios, como prescindir do subsídio de férias.

Um grupo de 150 pequenas e médias empresas fornecedoras da maior cadeia de supermercados do Algarve apresentou, juntamente com os trabalhadores e fornecedores, um plano de viabilização que prevê a injeção 1,6 milhões de euros na cooperativa.

O plano permite dispensar o financiamento da banca e a reabertura gradual dos supermercados, começando com 27 lojas já esta quinta feira e as restantes a partir de setembro, já com nova insígnia.

Lusa

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