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A pesca e venda de sardinha fresca por uma empresa que abriu este verão em Portimão constituem outro negócio que está a florescer naquela zona, antevendo uma aposta crescente num setor que perdeu terreno nos últimos anos.

Em julho foi também criada a Plataforma Mar do Algarve, uma entidade que reúne empresas, autarquias e a Universidade do Algarve e cujo intuito é desenvolver o "cluster" do mar na região e internacionalizar produtos.

A internacionalização é justamente um dos objetivos de um jovem casal de biólogos marinhos que vai produzir corais e peixes exóticos destinados sobretudo a clientes no estrangeiro que se dedicam ao “hobby” dos aquários.

Como as espécies que Mafalda e João querem produzir são originárias do Pacífico, do Mar Vermelho e das Caraíbas, são necessários ainda pareceres oficiais para avançar com o projeto, o que deverá acontecer ainda este ano.

A ideia é adquirir os reprodutores no mercado europeu e fazer criação em tanques de água salgada a instalar num lote que a empresa Aljezur Reef Center já comprou à autarquia, explicou Mafalda Guilherme à Lusa.

A poucos quilómetros, em Lagos, uma família que dirige um estaleiro naval prepara-se também para lançar a construção de um centro náutico com valências que, segundo Hugo Henriques, são "únicas no país".

Como muitos dos clientes do estaleiro são estrangeiros e vivem nos barcos, os donos da Sopromar lembraram-se de criar, num edifício construído de raiz, um centro náutico com alojamento, oficinas, restaurante, loja e escritórios.

O projeto, que representa um investimento de três milhões de euros, já está aprovado e poderá avançar no terreno até ao final do ano para abrir até 2013, estimou aquele responsável.

Ainda no Barlavento, em Portimão, uma outra empresa a funcionar há três meses espera dar novo fôlego ao setor das pescas, referiu à Lusa André Dias, de 32 anos, que se juntou a dois sócios para criar a Arrifana Mar.

Ligados à pesca desde crianças, André, António Santos e João Duarte elegeram a sardinha como a “menina” dos seus olhos e num bom dia, que acontece normalmente no verão, chegam a apanhar dez toneladas de peixe, contaram.

Contudo, sublinhou António, o mais importante não é pescar muito, mas conservar bem o peixe para chegar “fresquinho” à lota, até porque a pesca, “tal como a bolsa”, é um "negócio volátil” com preços “que oscilam ao minuto”.

A Arrifana Mar e a Sopromar são duas das três empresas privadas que fazem parte da comissão instaladora da Plataforma Mar do Algarve.

Lusa
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