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“Nós este ano tivemos essa atenção e reduzimos um bocadinho o valor dos bilhetes porque no ano passado já começámos a sentir esse reflexo da crise na adesão aos espetáculos”, admitiu a administradora, Anabela Afonso.

Nesse sentido, os preços das entradas para os espetáculos programados pelo próprio teatro – que também aluga a sala -, foram reajustados para evitar uma quebra acentuada de espectadores.

No entanto, apesar da crise, a administradora daquela estrutura – que integra os teatros Lethes e das Figuras -, referiu que no primeiro trimestre do ano chegaram a ter algumas salas esgotadas.

“A nossa experiência também nos diz que nos primeiros meses do ano temos mais público, apesar de não termos uma explicação sociológica para isso”, sublinhou, acrescentando que, no verão, a tendência é para diminuir o número de eventos.

Também o fim do programa “Allgarve”, anunciado em janeiro, cinco anos depois da sua criação, veio diminuir a quantidade de espetáculos realizados na região, embora Anabela Afonso acredite que o Teatro de Faro não é o mais penalizado.

“O que pode haver de dificuldades na nossa programação não tem tanto a ver com o fim desse apoio, mas com a conjuntura geral, não considero que o Teatro de Faro seja das estruturas que possam sentir mais o fim do ‘Allgarve’”, concluiu.

Liliana Lourencinho com Lusa
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