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“Quem aprendeu a viver com pouco, como é o caso daqueles que vivem nas freguesias do interior, continuam a saber viver com pouco”, constata o diácono Albino Martins, acrescentando que “o drama social [da crise] não se sente muito na freguesia de Cachopo e nas freguesias vizinhas porque há uma grande relação de vizinhança entre as pessoas”.

Aquele diácono, que também colabora na pastoral das paróquias de Cachopo, Martim Longo e Vaqueiros, assegura que “mais facilmente os idosos ajudam os seus filhos que estão no litoral e que ganham muito melhor e que, eventualmente, estejam a receber subsídios de desemprego”. “Ainda são aqueles que recebem pouco mais de 200 euros de reforma que, às vezes, ajudam os filhos. Muitos dão aos filhos, ao fim de semana, o que sobeja da sua alimentação”, testemunha aquele responsável.

Samuel Mendonça

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