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Há cerca de um ano foi entregue um questionário aos louletanos e posteriormente formaram-se 25 pequenos grupos para reflexão mensal em torno da pergunta formulada por Jesus aos discípulos: “Quem dizeis vós que eu sou?”. Desse trabalho surgiram então os compromissos finais de ação que, depois de aprovados em assembleia-geral, participada por cerca de 300 pessoas na última sexta-feira, foram agora apresentados em forma de credo proclamado na Eucaristia do passado domingo e expressos em documentos subscritos pelo bispo do Algarve, pelos párocos de Loulé e pelas irmãs doroteias, para além dos responsáveis dos grupos.

Segundo o padre Henrique Varela, pároco de Loulé, a fase que terminou com a realização deste sínodo agora concluído foi a segunda de um processo composto por três etapas. “A primeira foi de sensibilização, a segunda de evangelização e a terceira, de catequese, deverá desembocar num congresso eucarístico. Levámos sete anos na primeira fase, 14 na segunda e só Deus sabe quanto tempo levará a terceira”, explicou o sacerdote à FOLHA DO DOMINGO, garantindo que este projeto, desenvolvido no âmbito do ‘Movimento por um Mundo Melhor’, pretende que os cristãos “se sintam Igreja”. “Não conheço outro processo melhor”, considera o padre Varela, lembrando que o mesmo prevê a (re)integração dos afastados.

Para o prior, o compromisso mais significativo foi as pessoas terem decidido continuar a reunir-se em grupos. “Não lhe tínhamos imposto isso como objetivo à partida”, conta, certo de que isso significa que “estamos conscientes de que só caminhando e apoiando-nos em grupo é que conseguiremos construir Igreja”. As reuniões mensais passarão agora por “ver a realidade, perceber o que é Deus lhes diz, confrontar a realidade com a Palavra do Senhor e, por fim, responder com o compromisso que o grupo toma”, explica o padre Varela, que na celebração eucarística desejou que os compromissos “possam torna-se realidade na vida” das comunidades.

O bispo do Algarve, que presidiu à Eucaristia do último domingo, no Santuário de Nossa Senhora da Piedade, a Mãe Soberana, lembrou que “não há festa da missão sem missionários” e apelou a novo “impulso missionário”. “Esta missão começou no tempo de Jesus e ainda não terminou, nem termina hoje. Esta festa da missão é um novo envio, por isso queria convocar-vos novamente para o ide, de maneira particular através dos grupos. Cada grupo é um grande dom que as comunidades de Loulé têm e que não devem deixar esmorecer. Nisto está o futuro da Igreja. Por isso, a minha palavra é de exortação a prosseguirdes com estes grupos. Podemos ser menos no futuro, mas não devemos ter menos fé nem menos entusiasmo pela pessoa de Cristo, nem menos ardor missionário”, apelou D. Manuel Quintas.

Sínodo é uma assembleia eclesiástica que se reúne para tratar de assuntos importantes para vida da Igreja.

Samuel Mendonça

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