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Depois do dia 17 de Outubro de 2003, o Algarve voltou agora, no dia 13 de Agosto deste ano, volvidos sete anos, a receber aquele símbolo, entregue pelo Papa João Paulo II aos jovens do mundo, a 31 de Março de 1985, um ano antes das primeiras jornadas, que tem sido motivo de aprofundamento da fé e de reconciliação com o catolicismo para milhões de jovens em todo o mundo.

Acompanhada pelo ícone mariano “Salus Populi Romani”, a Cruz esteve em Portugal de 8 a 20 de Agosto. Entregue pelas dioceses de Viseu e Guarda ao Algarve, na paróquia de Fornos de Algodres (que faz fronteira entre as duas dioceses da beira alta), novamente através do Sector Diocesano da Pastoral Juvenil, a Cruz esteve presente durante a manhã na igreja do Colégio, em Portimão, onde participou na Eucaristia, seguida de um período de adoração, contemplação e oração, participado por vários grupos de jovens do barlavento algarvio até às 13h. À tarde marcou então presença na Sé de Faro que esteve aberta para adoração, contemplação e oração de quem quis ali deslocar-se, culminando este período com a Vigília de Oração e Envio, presidida pelo Bispo do Algarve.

Na celebração, D. Manuel Quintas aludiu à visita da Cruz como factor de mobilização para a participação na JMJ de Madrid e para a conversão pessoal. “Queremos que, com a passagem da Cruz, toda a diocese seja sensibilizada para este acontecimento, não apenas o que se realiza em Madrid, mas também para o programa que o Sector Diocesano da Pastoral Juvenil (SDPJ) já elaborou para realizar junto de vós, caros jovens, como preparação para a celebração dessa JMJ”, disse o prelado, desejando que toda a diocese se sentisse mobilizada para participar nesta preparação. “Gostaria que esta passagem da Cruz pela nossa diocese fosse algo mobilizador e dinamizador, não apenas de estar em Madrid, mas de todo o percurso que queremos fazer até lá, acima de tudo um percurso de conversão pessoal, de acolhimento do dom de amor que Deus nos manifestou em Cristo e de que a cruz é símbolo e sinal”, acrescentou ainda, lembrando que “não é fácil nos dias de hoje permanecer junto à cruz, como não foi fácil no cimo do Monte Calvário”. “Não é fácil ver na cruz um sinal de crescimento no caminho da santidade”, complementou D. Manuel Quintas, assegurando que “junto à cruz de Jesus e das nossas vidas estará sempre a Mãe de Jesus e nossa Mãe” e que “com Ela será mais fácil ser fiel às exigências do Evangelho”.

Lembrando a participação dos algarvios em anteriores edições das JMJ, o prelado lançou a interpelação às cerca de 250 pessoas presentes, na sua maioria jovens, vindos de vários pontos da diocese algarvia: “E quem é que vai estar em Madrid? Eu já estou inscrito e vou estar lá! E vocês, jovens do Algarve, também vão estar?”. “Se para Roma e para Colónia foram de bicicleta, para Madrid podem ir a pé”, brincou o Bispo diocesano, recordando a participação dos cicloperegrinos algarvios naquelas edições.

No final da vigília, participada por vários sacerdotes de fora da diocese e que contou com diversos momentos simbólicos, a Cruz foi entregue aos jovens da Diocese de Leiria-Fátima.

À Agência Ecclesia, Nelson Farinha, coordenador do SDPJ, adiantou que aquele sector quer aproveitar o impulso dado pela Cruz das JMJ e apostar mais na formação de jovens e de animadores e considerou que a sua recepção no Algarve teve uma participação positiva mas que “podia ter sido mais significativa, se a altura fosse propícia”. Nelson Farinha recordou a primeira visita da Cruz ao Algarve, em Outubro de 2003, com a Catedral diocesana repleta de pessoas e explicou que o SDPJ espera conseguir levar a Madrid cerca de 300 jovens algarvios.

Redacção com Agência Ecclesia

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