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António Almeida Martins, que preside à delegação da Cruz Vermelha que assiste o concelho de Tavira e o município de Castro Marim, explicou que o protocolo a assinar hoje à tarde na câmara “permite à instituição dar assistência aos cada vez mais pedidos de ajuda por parte de famílias em situação de pobreza”.

Com a crise económica e a alta taxa de desemprego que se verifica no Algarve, a Cruz Vermelha de Tavira tem assistido a “um aumento de mais de 100% nos pedidos de ajuda por parte da população e assiste já cerca de 500 famílias carenciadas com distribuição de alimentos e entre 30 a 40 pessoas, diariamente, no refeitório social”, precisou o responsável.

“Temos ainda a loja social, que distribui roupa, mas é difícil precisar os números de pessoas que contam com o seu apoio. Mas há uma grande subida no número de pedidos de ajuda”, acrescentou Almeida Martins, que diz estar-se a assistir a “um aumento da pobreza nos concelhos de Tavira e Castro Marim”.

O presidente da Cruz Vermelha de Tavira realçou a colaboração dos proprietários dos restaurantes neste período de maior dificuldade para as famílias e disse esperar que, depois da assinatura do protocolo, “o número de restaurantes que aderem ao projeto possa aumentar para ajudar mais famílias” em termos alimentares.

Almeida Martins explicou ainda que, além dos restaurantes aderente, o protocolo vai também contar com a participação da Câmara de Tavira, que “irá fazer um levantamento das carências habitacionais desses agregados familiares para depois proceder a melhorias nas suas habitações”.

A assinatura do acordo de parceria contará com a presença do presidente da delegação de Tavira da Cruz Vermelha Portuguesa, do presidente da Câmara Municipal de Tavira, Jorge Botelho, e dos representantes dos restaurantes aderentes.

Lusa

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