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No Posto de Turismo do centro da capital do Algarve, a funcionária Fernanda Lobão não tem mãos a medir para assinalar com cruzinhas o número de turistas que vão pedir informações sobre os locais a visitar na cidade e na região.

Entre britânicos, franceses, holandeses, ou turistas dos países de leste, os espanhóis estão no topo da lista com mais cruzinhas e o dia mais forte é às segundas feiras, o dia da semana em que Faro recebe mais turistas estrangeiros.

“São cada vez mais espanhóis do que britânicos”, admite Fernanda Lobão, que trabalha no Posto de Turismo de Faro há 32 anos e nunca tinha recebido tantos espanhóis como recentemente está a acontecer na capital do Algarve.

O casal Luís e Angeles Gonzalez, veio das Astúrias, Norte de Espanha, e está a pernoitar há 10 dias em Portimão. Em entrevista à Lusa admitiram que as praias são “todas fabulosas”, mas a comida e a bebida também é muito boa e “mais barata” do que em Espanha, consideraram.

O casal Gonzalez gosta de aliar visitas aos centros das cidades e ter as praias logo ao lado para não terem de circular de automóvel e, por isso elegeram Albufeira, por permitir essa facilidade de mobilidade.

O perfil do turista espanhol que chega à capital do Algarve é independente, pois prefere fazer visitas ao centro histórico sem guia turístico, são de meia idade, gastam pouco dinheiro e passam poucos dias em Portugal, ou por vezes só algumas horas, conta a funcionário do Posto de Turismo de Faro, Fernanda Lobão.

A empresa “Lads – Turismo de Natureza” também confirmou hoje à Lusa que o mercado espanhol está a emergir e a igualar os mercados britânicos e do Norte da Europa.

Segundo Bárbara Abelho, da Lands, os espanhóis interessados em turismo de natureza estão a ser “cada vez mais” e enquanto no início, a empresa registava mais interessados oriundos do mercado britânico, atualmente os números vão sedo igualados com turistas espanhóis.

Na opinião da empresária de turismo da natureza, o perfil dos espanhóis que procura a Lands tem idades “superiores a 35 anos”, têm “algum poder económico” e gostam de “combinar o turismo de natureza com a gastronomia e a parte cultural das cidades”.

Lusa

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