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Em declarações à agência Lusa, o Bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, admitiu que o fundo diocesano social que foi criado com o clero do Algarve é “uma migalha”, recordando que o desemprego no Algarve já ultrapassa os 14 por cento.

À margem das celebrações dos 154.º aniversário do nascimento do Fundador Mundial do Escutismo, Robert Baden-Powell, que decorreram hoje em Loulé, D. Manuel Quintas recordou que o Algarve é “a região do país com maior taxa de desemprego”.

“As informações que me chegam é que a percentagem elevada de desemprego se reflete no aumento dos pedidos de ajuda, nomeadamente para rendas de casa, gás, eletricidade, medicamentos e obrigações bancárias”, enumerou o Bispo do Algarve.

O Bispo do Algarve acrescenta que a ação da Diocese do Algarve para ajudar a resolver os problemas sociais da região é uma “ajuda de emergência” que está a ser conseguida através de um fundo diocesano social criado recentemente com a parte dos ordenados dos padres e da criação de um refeitório social da Caritas, que entrega jantares aos mais carenciados.

“Batem-nos à porta todas as situações, seja a nível das instituições que temos nas paróquias, seja a nível de lares de idosos ou de creches. Aparecem casais com dificuldade em dar a mensalidade habitual”, exemplifica D. Manuel Quintas.

O Bispo do Algarve presidiu hoje a uma eucaristia no Pavilhão Desportivo Municipal de Loulé em que assistiram perto de dois mil escuteiros algarvios do Corpo Nacional de Escutas.

Os cerca de 28 milhões de membros do escutismo celebram hoje em cerca de 200 países de todo o mundo o 154.º aniversário do nascimento do Fundador Mundial do Escutismo, Robert Baden-Powell.

Um dos ideiais do escutismo é desenvolver um projeto de educação integral: em relação a si mesmo, ao meio ambiente, aos outros e ao próprio Deus.

Folha do Domingo/Lusa
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