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D. Manuel Quintas pede aos algarvios que sejam “construtores de esperança, de vida e de alegria”

No documento, cujo lema é uma conhecida passagem do livro bíblico do profeta Isaías – “Sairá um ramo do tronco de Jessé, e um rebento brotará das suas raízes” (Is 11,1) – o D. Manuel Quintas começa por lembrar que “celebrar o Natal é celebrar a vida e a esperança! Sobretudo em tempos difíceis como o que atravessamos”.

O prelado admite que, “ao olharmos para a realidade que nos rodeia, é possível que a inquietação e a incerteza perturbem a nossa esperança”. No entanto, ressalva que “quem tem esperança, vive diversamente; foi-lhe dada uma vida nova”.

O Bispo diocesano alude à mensagem colectiva de Natal dos bispos portugueses lembrando que também ela constitui um “apelo à corresponsabilidade na esperança”. “Gostaria de reforçar este apelo, exortando de modo particular os cristãos do Algarve, a considerar não só a análise da crise actual, as suas causas e consequências, mas sobretudo a acolhermos as propostas que nos são dirigidas”, refere D. Manuel Quintas, acrescentando que “só será possível construir a esperança e abrir caminhos mais gratificantes para as gerações futuras, se todos, de modo corresponsável, cada um no seu ambiente de acção, nos empenharmos em eliminar as causas desta crise e em procurar respostas para as consequências que diariamente enfrentamos”. “Todos somos necessários e imprescindíveis neste empenho colectivo”, complementa o prelado.

Das iniciativas promovidas a nível local e nacional, por diversos organismos, o Bispo do Algarve destaca aquelas que podem unir os cristãos algarvios, como Igreja diocesana, nesta resposta comum. O incremento dos grupos paroquiais de acção sócio-caritativa, como membros da “rede de proximidade”, “constitui um importante instrumento no conhecimento e na resposta às situações que reclamam o nosso apoio”, considera.

Também o “contributo para o Fundo Diocesano Social” merece realce. “Para ele reverterá a renúncia quaresmal de 2011”, anuncia D. Manuel Quintas, acrescentando que, “pelo facto de se encontrar, praticamente esgotado, e face à gravidade da situação actual, que atinge inúmeras famílias aqui no Algarve, como o testemunha o aumento de pedidos que chegam, de modo particular à Cáritas Diocesana, os padres da diocese, solicitados pelo Conselho Presbiteral, estão já a contribuir com um ordenado mensal, de modo a responder às solicitações mais urgentes”. O Bispo diocesano relembra que “todos podem, através das próprias paróquias, participar com donativos para este fundo”.

A terceira iniciativa a merecer destaque na mensagem natalícia do prelado é o “contributo para o Fundo Social Solidário”, aprovado pela Conferência Episcopal Portuguesa, “como forma de colaborar na resposta aos problemas sociais do país, numa acção complementar ao apoio das Cáritas diocesanas e dos grupos paroquiais sócio-caritativos”.

D. Manuel Quintas sublinha que, “como Igreja, presente no Algarve, não podemos passar ao largo dos problemas e sofrimentos daqueles que, «caídos na margem da estrada da vida», são vítimas desta nossa sociedade, asfixiada pela procura obsessiva de modelos económicos despersonalizantes, que não têm em conta o bem comum, nem um desenvolvimento humano integral”. “Sempre, mas sobretudo neste tempo em que vivemos, somos chamados a dar testemunho de uma Igreja que, à semelhança do samaritano, se detém, «vê com o coração», se inclina, escuta, e se mobiliza na resposta aos apelos que nos são dirigidos”, acrescenta.

A terminar, o Bispo do Algarve apela aos algarvios para que sejam, através da “partilha solidária”, “mensageiros e construtores de esperança, de vida e de alegria”.

Samuel Mendonça

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