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O bispo do Algarve afirmou esta quinta-feira na Sé de Silves querer “renovar” a sua “disposição e disponibilidade de há 20 anos, diante de Deus e também diante do povo” que foi “chamado a servir”.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

D. Manuel Quintas celebrou 20 anos de ordenação episcopal. Foi no dia 3 de setembro do ano 2000 que foi ordenado, precisamente naquela igreja, por D. Manuel Madureira Dias, então bispo do Algarve, tendo sido bispos coordenantes D. António Braga, então bispo de Angra do Heroísmo, e D. António Rafael, então bispo de Bragança, diocese natal do ordenado.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A eucaristia de ontem foi concelebrada pelo cardeal D. Jean-Claude Hollerich, arcebispo do Luxemburgo, amigo do aniversariante, e por significativo número de membros do clero algarvio.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Convocamo-nos todos à volta do altar para louvar o Senhor pelo dom do ministério pastoral que me concedeu há 20 anos”, começou por referir D. Manuel Quintas.

“Tenho presente as minhas fragilidades e as minhas limitações que são colmatadas pela generosidade e dedicação de todos os leigos da nossa diocese e, de maneira particular, pelo nosso clero”, prosseguiu o bispo do Algarve que fez questão de lembrar o bispo emérito D. Manuel Madureira, garantindo estar também “muito presente” naquela celebração.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

D. Manuel Quintas disse que “celebrar um aniversário sob o ponto de vista da fé é sempre olhar para o passado com gratidão”. “É sempre a gratidão que marca o nosso passado, sobretudo quando esse passado é iluminado pela presença do amor de Deus, manifestado em Cristo Jesus”, sustentou.

Para além da necessidade de “viver o passado com gratidão”, o bispo do Algarve aludiu à importância de se “viver no presente com paixão e abrir-se e olhar para o futuro com confiança, aberto à ação do Espírito, com aquela audácia própria de quem sabe que não está sozinho”.

Relativamente ao tempo atual, D. Manuel Quintas acrescentou a importância de cada um “não se demitir do presente”. “[É preciso] viver o presente com paixão e entusiasmo, como dom contínuo e quotidiano de Deus que não está nas nossas mãos. Está nas nossas mãos é vivê-lo de maneira intensa, sem o recusar, seja que tipo de presente for, inclusivamente este que estamos a atravessar”, complementou.

O aniversariante referiu-se ainda à importância da oração, seja na vida pessoal, seja na comunitária e defendeu, por isso, que a comunidade cristã deveria ser sinónimo de “escola de oração”. “Revendo um pouco o percurso pastoral destes anos, vejo como na diocese insistimos nisto e com tanto proveito”, realçou.

D. Manuel Quintas disse contar, no tempo que lhe resta como bispo do Algarve, com o apoio que encontrou até aqui, particularmente do clero algarvio e também de todos os leigos e de todos aqueles que vivem a sua vida com um “sentido altruísta”, “mesmo que não integrados na própria Igreja”. “Por todos e por tudo aquilo que recebi e ainda vou receber, dou graças a Deus”, concluiu.

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