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Foto © Paulo Rocha/Agência Ecclesia

O presidente do Dicastério para a Nova Evangelização da Santa Sé considera que a Jornada Mundial da Juventude de 2022 em Lisboa “será uma grande oportunidade para as dioceses portuguesas poderem reavivar fortemente o entusiasmo da fé”.

Em declarações ao Folha do Domingo e à Agência Ecclesia, à margem das jornadas de atualização do clero do sul que estão a decorrer em Albufeira em que foi o orador principal, D. Rino Fisichella manifestou “grande alegria pela escolha do papa Francisco”. “É uma cidade que amo muito e que me levará a estar presente na jornada pela proximidade”, assegurou, antevendo uma edição muito participada do encontro mundial de jovens com o papa. “Penso que a Lisboa virão, sem dúvida, mais de dois milhões de jovens porque se sentirão atraídos”, projetou.

O colaborador do papa considera que será “um grande desafio” e “uma entusiasmante aventura” para Portugal, não obstante ser um trabalho “muito cansativo”. “Pela experiência que eu tive em Roma na jornada de 2000, devo dizer que ver uma cidade invadida por jovens com os seus cânticos, o seu entusiasmo, a sua alegria, comunica-nos a beleza do evangelho e é um desafio pastoral que será extremamente útil”, afirmou, lembrando que “as comunidades preparam-se para viver intensamente esse momento, mas depois de terminado podem ver os seus frutos” também ao nível da renovação da pastoral juvenil.

D. Rino Fisichella lembra que “renovar a pastoral, sobretudo ao nível dos jovens, significa descobrir uma linguagem nova” usada por eles como expressão dos seus objetivos e necessidades. “A nós cabe-nos estar próximos desta dimensão e o Sínodo dos jovens manifestou-o de maneira clara”, sustentou, acrescentando ser também tarefa da Igreja transmitir-lhes a fé. “A nossa geração deve ajudar os jovens a sentirem-se responsáveis por um processo de transmissão. Isto é a pastoral juvenil”, considerou, explicando que os jovens devem sentir-se “inseridos num movimento mais amplo e dinâmico que é a vida da Igreja, onde o anúncio do evangelho se conjuga com a transmissão da fé de geração em geração”.

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