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“Das trevas, mesmo as mais densas que, porventura, se possam abater sobre nós, passemos com Cristo ressuscitado à luz que brota da sua ressurreição”, exortou esta noite o bispo do Algarve na Vigília Pascal, a que presidiu na Sé de Faro sem a presença de assembleia, devido à pandemia do novo coronavírus.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Na celebração, transmitida em direto na internet, D. Manuel Quintas apelou aos cristãos, “apesar e sobretudo pela situação” vivida pela humanidade, a proclamarem “com o coração cheio de alegria e de esperança, que Jesus, pela sua ressurreição, venceu o pecado e a morte” e a assumirem “de modo mais consciente” o seu batismo para passarem “da morte à vida, da escravidão do pecado à liberdade de filhos de Deus”.

“Tudo o que somos e vivemos como batizados e discípulos de Cristo, encontra o seu fundamento e o seu dinamismo naquilo que celebramos esta noite”, destacou, acrescentando que “a vitória da luz sobre as trevas decide-se também no coração de cada homem e de cada mulher, quando deixa que a luz de Cristo, se transforme em «luz da fé», que ilumina e dá sentido à própria vida, e em «luz do mundo», presente no testemunho fiel e fecundo, iluminado pela Palavra e fortalecido pela Eucaristia celebrada dominicalmente em comunidade”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Possa a alegria desta noite contagiar toda a nossa vida e a luz que brota de Cristo ressuscitado iluminar e desfazer as suas sombras mais obscuras”, desejou o bispo diocesano.

O bispo do Algarve começou por explicar que este ano não houve a habitual o habitual acendimento do círio pascal no lume novo, pois a diocese seguiu as indicações dadas pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, procurando celebrar tudo dentro do templo, mas dando na mesma relevo ao acender do luzeiro e à escuta da proclamação do precónio pascal.

Também não teve lugar a bênção da água e a aspersão com a água benta, uma vez que não foi possível celebrar os sacramentos da iniciação cristã – batismo, confirmação e eucaristia – dos catecúmenos. A liturgia batismal resumiu-se assim à renovação das promessas do batismo.

O bispo do Algarve quis, no entanto, dirigir uma “palavra particular” aos catecúmenos já eleitos para serem batizados nesta noite. “Gostaria de vos ter a todos presentes e de vos dizer que não estais esquecidos. Esta noite, sem vós, falta-lhe algo. Certamente que encontraremos o tempo e o espaço próprio, adequado, depois da caminhada que ainda vos falta fazer, para a celebração destes sacramentos”, afirmou.

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