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Dulce Pássaro falava hoje aos jornalistas na Ilha da Fuseta, onde se deslocou para ordenar simbolicamente o início dos trabalhos de demolição das habitações que escaparam às tempestades deste inverno, ao abrigo do Polis.

Garantindo que as demolições nas várias ilhas são mesmo para avançar, a ministra do Ambiente admitiu que possa haver situações de contestação por parte dos proprietários, o que não sucedeu hoje, mas mostrou-se confiante no diálogo.

"Pode haver um ou outro caso de contestação, é natural que isso aconteça", afirmou a governante, que disse estar confiante de que as pessoas "em espírito de diálogo" compreenderão que "não há alternativa".

Dulce Pássaro afastou, no entanto, a necessidade de recorrer a eventuais medidas repressivas ou à ação policial para travar as contestações, dizendo que as intervenções irão decorrer na base do "diálogo" e do "consenso".

"A lei tem que ser cumprida e as forças policiais não serão a primeira via para a fazer cumprir", afirmou, acrescentando que as intervenções visam acima de tudo contribuir para a promoção da qualidade de vida na região.

O núcleo da Fuseta, inserido na Ilha da Armona, foi o primeiro local onde a Sociedade Polis Ria Formosa avançou com a retirada de habitações, considerado prioritário devido ao risco que apresentava após as tempestades do inverno.

A primeira fase dos trabalhos, que representam um investimento superior a 441 mil euros, deverá estar terminada no final de junho para que a época balnear possa abrir em pleno no mês de julho.

Depois de terminada a empreitada de demolição, remoção de resíduos, limpeza do areal e leito da ria, avança a fase final de requalificação, mas apenas a seguir à época balnear.

Segundo Dulce Pássaro, a barra da ilha – onde será construído um novo cais e colocados passadiços – deverá ser posicionada mais acima do local atual.

A ilha da Fuseta faz parte de um conjunto de ilhas da Ria Formosa, um sistema lagunar único no mundo, alvo de um programa de requalificação denominado "Polis Litoral Ria Formosa".

O programa Polis tem um período de intervenção até 2012 e a área de intervenção é de 48 quilómetros de frente costeira e 57 quilómetros de frente lagunar, abrangendo cinco municípios: Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António.

Lusa

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