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"Após este ciclo de intempéries, que se pressupõe no início de março estar concluído, vamos proceder à remoção imediata de todos destroços, quer os que estão presos no local, que os que estão no fundo da ria, e das estruturas edificadas que ainda se encontram no local”, afirmou a governante após uma visita ao local.

Algumas edificações “ainda estão completamente de pé, mas com este episódios expectáveis que aconteçam espera-se que sejam cada vez mais danificadas", acrescentou.

Fernando do Carmo esteve hoje de manhã na Ilha da Fuzeta a avaliar a situação no terreno e depois reuniu-se com autarcas, técnicos da Administração Regional Hidrográfica do Algarve (ARH) e a Autoridades Marítima para decidir como iria ser feita a intervenção.

"Esta visita foi para visualizar no local o que já estava relatado nos relatórios técnicos e ver com os diversos interlocutores, técnicos e autarcas, que medidas é que poderíamos antecipar para colmatar esta situação que foi introduzida pelos temporais do final do ano passado e início do ano", explicou a secretária de Estado.

Fernanda do Carmo explicou que "a atuação que se vai fazer estava planeada e programa, estava prevista no Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) a intervenção de requalificação deste cordão dunar, os projetos estavam em curso, as obras programadas, as disponibilidades financeiras e os meios técnicos estava também equacionados, e o que se vai fazer é priorizar de maneira diferente".

"É uma situação que exige uma atuação imediata, e não como estava programa anteriormente", frisou a governante, acrescentando que "no final de março, início de abril, toda a limpeza da ilha fique concluída".

Fernanda do Carmo disse ainda que, relativamente à barra, "há galgamentos do mar e prevê-se que possa haver uma abertura natural pelo próprio mar" no local que hoje visitou.

"A barra atual está extremamente assoreada e tem que haver, para existirem condições de navegabibilidade para os pescadores e garantir as actividades económicas dos viveiros na própria ria, pode haver necessidade de abrir ou reforçar, estabilizar, a barra que entretanto venha a ser aberta pelo mar", acrescentou, precisando que essa intervenção "depende do que ocorrer nos próximos tempos e de estudos técnicos que estão a ser acelerados para ver qual é a dinâmica de todo aquele sistema".

A secretária de Estado disse ainda que é importante "garantir que no verão possa haver a menor interferência possível com as actividades balneares e turísticas que são muito importantes para a região".

Lusa

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