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Após a abertura do Sínodo na Diocese do Algarve, no passado domingo, decorre agora a fase paroquial, até dia 15 de novembro.

Durante o próximo mês, decorrerá a consulta a nível paroquial, com os fiéis a serem convidados a participar no processo sinodal. Cada paróquia deverá eleger uma equipa de trabalho ou equipa organizadora que deverá preparar todos os passos a fazer e que executará a síntese, após auscultação geral.

As orientações da Diocese do Algarve explicam que “importa ter em conta que a auscultação não se deve cingir somente aos conselhos já existentes”. “Esses também deverão ser ouvidos, mas deverão ser lançados processos e mecanismos em que se possa dar voz a todos os cristãos da comunidade: sejam eles agentes de pastoral, sejam eles irmãos que apenas participam nas Assembleias Dominicais. As orientações são claras: escutar todos, escutar o máximo possível”, explica a Igreja algarvia com base no que é indicado no vademécum (guia prático) e no documento preparatório.

Para isso, “deverá haver processos (encontros de grupos, assembleias paroquiais ou familiares, encontros ou formulários online, entre outros, desde os mais novos aos mais velhos) e métodos que simplifiquem a participação (a partir do que está sugerido nos documentos do Sínodo, gerar e oferecer formulários com questões claras)”.

Recolhidas as auscultações, a equipa paroquial para isso destinada, deverá fazer uma síntese que não exceda as 10 páginas indicadas pelas orientações do Sínodo. Feita a síntese, esta deverá ser encaminhada até ao dia 15 de novembro para o vigário de cada vigararia que, juntamente com uma equipa “que possa representar as várias paróquias de cada vigararia”, concretizará o passo seguinte.

E o passo seguinte será a fase vicarial, de 16 de novembro a 10 de dezembro. Nesta fase “pretende-se que seja feita uma síntese de quanto foi enviado por cada comunidade paroquial e que exprima o sentir daquela vigararia”. Para tal, cada equipa vicarial, juntamente com o vigário, “deverá encontrar o melhor método de trabalho, procurando cumprir a experiência sinodal pretendida e na fidelidade ao que é expresso por cada comunidade paroquial”. Até ao dia 10 de dezembro deverá ser enviada a síntese da cada vigararia no máximo de 10 páginas para o vigário da pastoral para que se dê o passo seguinte.

Segue-se então, de 11 de dezembro a 15 de janeiro, a fase diocesana. Dados os passos anteriores de auscultação paroquial e vicarial, para assim se cumprir o desejado pelo Sínodo de incluir todos neste processo, dá-se, então, lugar ao passo que terá como meta a elaboração da síntese diocesana a enviar para a Conferência Episcopal Portuguesa.

Competirá à Comissão Permanente do Conselho Pastoral da Diocese (CPD) todo o trabalho a desenvolver neste passo: organização, auscultação e elaboração da síntese que terá o seu termo com a Assembleia Plenária do Conselho Pastoral da Diocese do Algarve que confirmará a síntese final e a reencaminhará para o Bispo diocesano, ao qual compete a aprovação final.

Na Diocese do Algarve, a equipa de contato e dinamizadora de todo o caminho sinodal é constituída pelo secretariado da Comissão Permanente do CPD composta pelo padre António de Freitas (vigário episcopal para a pastoral), Ana Isabel Horta e irmã Maria Leonor Bernardino, carmelita missionária.

A diocese algarvia recorda que o objetivo do Sínodo “é garantir a participação do maior número possível de pessoas, para escutar a viva voz de todo o Povo de Deus”. “Isso só será possível, se nos esforçarmos para chegar ativamente às pessoas nos lugares em que realmente estão, especialmente aquelas que, muitas vezes, são excluídas ou que não estão envolvidas na vida da Igreja. É preciso concentrar-se claramente na participação dos pobres, marginalizados, vulneráveis e excluídos, de modo a escutar a sua voz e a sua experiência. O Processo Sinodal deve ser simples, acessível e acolhedor em relação a todos”, adverte.

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