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O desconto que hoje entrou em vigor na Via do Infante (A22) é "manifestamente insuficiente", disse o social-democrata Cristóvão Norte à agência Lusa.

"Esta redução da tarifa de portagem é muito curta. Deste modo, nem se otimiza a receita para o Estado, razão da introdução de portagens, nem se encara devidamente a economia", afirmou.

O deputado do PSD disse esperar que o Governo reveja a medida e reduza significativamente os preços praticados como forma de incrementar o tráfego, com menores danos para a economia.

Também o socialista Miguel Freitas considerou a medida insuficiente e criticou o facto de o anúncio ter sido feito no dia anterior ao fim das isenções nas antigas vias Sem Custos para o Utilizador (SCUT).

"Parece uma decisão improvisada, tomada em cima do joelho. Percebe-se que não houve um trabalho como devia ser", afirmou, sublinhando que o Governo se comprometera a fazer um estudo sobre a matéria.

O deputado lamentou que esta medida signifique um agravamento do custo das portagens na Via do Infante e acusou o Governo de não ter tido em conta as especificidades da economia regional.

Por outro lado, sublinhou, o novo modelo continua sem esclarecer os termos da aplicação de portagens aos carros de aluguer e viaturas para transporte de turistas.

O Ministério da Economia anunciou no domingo que, a partir de hoje, há uma baixa de preços de 15 por cento em todas as antigas vias Sem Custos para o Utilizador (Scut) do país, independentemente de se tratar de residentes ou não residentes e do número de passagens.

Até hoje, as empresas locais e os residentes beneficiavam de um regime de isenções que implicava a gratuitidade nas primeiras dez passagens mensais e tinham ainda um desconto de 15 por cento nas restantes.

Lusa

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