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Deputados algarvios do PSD querem saber se descida de preços na A22 seria compensadora para o Estado

“Se o grande desígnio do Estado é assegurar receita, para pagar a construção e a manutenção da autoestrada, provavelmente estas taxas não são a melhor via, porque se verificou um gigantesco desvio de tráfego para a EN125”, disse à Lusa o deputado Cristóvão Norte.

Num requerimento que vão entregar ao Governo na primeira semana do ano, os parlamentares algarvios sugerem que seja feito um estudo no sentido de aferir o impacto de uma diminuição das taxas de portagem na receita global devido ao previsível aumento do número de carros na Via do Infante (A22).

De acordo com o mesmo parlamentar, além do aumento de receitas, a queda dos preços “provocaria ainda um impacto positivo na economia da região e das empresas, que foi muito afetada desde a imposição de portagens, e retiraria trânsito da EN125, estrada que desde 8 de dezembro está convertida numa tremenda confusão e poderá registar um aumento dos índices de sinistralidade”.

Exemplificando com preços, Cristóvão Norte aduziu que a queda da atual taxa de 9 para 4 cêntimos por quilómetro poderia levar ao retorno das viaturas “triplicando o número de carros em circulação”, o que acabaria por ter um efeito positivo para os cofres do Estado.

“Se as pessoas passarem a circular no seu dia a dia por um preço comportável, provavelmente não se importarão de perder esse dinheiro, se tiverem como contrapartida ganhos em tempo e produtividade”, disse.

No requerimento a entregar na mesa da Assembleia da República, os deputados eleitos pelo círculo de Faro – Mendes Bota, Pedro Roque, Elsa Cordeiro e Cristóvão Norte – questionam também o Governo sobre a possibilidade de alargar o período de isenção a residentes e empresas locais enquanto não estiverem concluídas as obras na EN125.

O período previsto para essa isenção termina a 30 de junho, mas as obras em curso na EN125 só deverão estar terminadas no final de 2013.

Os deputados argumentam que as obras implicarão graves prejuízos para os utentes já que obrigam a significativos congestionamentos de tráfego, pelo que solicitam medidas compensatórias para minorar aqueles constrangimentos.

Os deputados vão ainda questionar o Governo sobre os dados de tráfego na EN125 e na Via do Infante desde o início da cobrança de portagens, a 8 de dezembro.

Lusa

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