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Em causa está o rebentamento de um dique dentro da célula onde se depositam resíduos, há cerca de duas semanas, causando o seu arrastamento para uma linha de água que é afluente da Ribeira do Vascão e adjacente ao aterro, localizado no Barranco do Velho, Loulé.

Em declarações à Lusa, fonte Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve disse que o incidente registado a 3 de março "não provocou qualquer impacto ambiental" sobre a bacia da ribeira ou sobre qualquer outro recurso hídrico, nomeadamente em aquíferos.

Na origem do rebentamento terá estado a pressão da água causada pela chuva intensa que se abateu naquela zona durante dois meses, abrindo uma fissura numa das células do talude do aterro e provocando o derramamento dos plásticos ali contidos.

A situação gerou protestos por parte das estruturas locais do PSD e BE, tendo a única deputada do BE eleita pelo círculo de Faro, Cecília Honório, estado hoje no local para averiguar a situação.

Segundo uma nota da CCDR/Algarve a que a Lusa teve acesso sobre o sucedido, a quantidade de precipitação registada no local nos últimos dois meses foi tão intensa (890 milímetros) que se aproxima da média anual, entre os 900 e os 1000 milímetros.

A ARH/Algarve costuma fazer periodicamente análises à qualidade da água naquele local, tendo esta última sido de carácter extraordinário devido á descarga acidental de resíduos, tenho hoje sido feita nova colheita para análise.

O aterro sanitário do Sotavento funciona desde o ano 2000 e tem construídas apenas duas das quatro células previstas no projeto inicial, pelo que o seu período de vida útil se deverá prolongar por mais dez anos, diz a CCDR/Algarve.

Lusa

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