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Os campos de crinoides estão classificados como habitats sensíveis pela União Europeia, já que podem ser utilizados como zonas de reprodução para espécies de peixes como o salmonete e a pescada, refere o CCMAR em comunicado.

A descoberta aconteceu no âmbito do projeto ‘Impact’, destinado a estudar o impacto do arrasto em mar profundo.

Em alta densidade, os crinoides, também conhecidos como lírios do mar, são indicadores do bom estado dos fundos marinhos e do baixo ou inexistente impacto humano.

Segundo aquele centro de investigação, a pesca de arrasto pode danificar estes campos e afetar o fundo marinho, mas neste caso concreto a existência de um campo tão denso indica que a zona não tem sido afetada por esta arte de pesca.

A existência do ecossistema, raro àquela profundidade, foi confirmada com a colaboração da organização Oceana, através de filmagens com um veículo operado remotamente.

As primeiras colheitas de sedimentos foram feitas a bordo do navio de investigação ‘Garcia del Cid’, através de um projeto europeu.

Os investigadores irão agora analisar os dados recolhidos, conclui o CCMAR.

A equipa, coordenada pelo CCMAR, integra diversas instituições nacionais e internacionais: Instituto Português do Mar e da Atmosfera, Centro de Estudos do Ambiente e do Mar, da Universidade de Aveiro, Instituto de Ciências do Mar (Barcelona), Marine Scotland e Universidade Politécnica de Marche (Itália).

Lusa

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